Ao garçom uma gorjeta ,
Uma pinga ao bêbado na sarjeta .
Uma reverência ao guarda na porta ,
Uma flor no jazigo a pessoa morta .
Estou indo ,
Adeus ,
Sumindo ,
Com Deus .
Um aceno e um tchau ,
Despedir me deixa mau .
Mas é preciso ,
Galgar novos horizontes ,
Indeciso ,
Rumo aos grandes montes .
Me distancio ,
Para outro local ,
Me silencio ,
Outro instante , outro focal .
Me desloco ,
Para outro nicho ,
Me coloco ,
Com capricho ,
No lugar de outra pessoa ,
Mas enfim , estou a toa .
Por que não mudar ?
Costumes antigos podar ,
Apenas quero ajudar ,
E em outro canto me acomodar .
Talvez eu retorne ,
Caminhos terrenos contorne ,
E veja os mesmos rostos ,
Sinta os mesmos gostos :
" Não quero mais mentir ,
Desta esfera ao céus subir ,
Minha vida abrir ,
A origem reabrir ,
Sentimentos bons consumir ,
No firmamento sumir ,
Desta condição sair ,
Ao infinito ir ,
Bases puras construir ,
É hora de ir " .
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