terça-feira, 7 de junho de 2016

Outono amanhecido

O vento vem me ditar revelações ,
Um mundo estranho ,
Estranhezas e gladiações ,
Cuidado , vários corações ,
Penso nela , pra onde foi ?
Não deu tchau e nem deu oi ,
Deixou pra depois ,
A vida e nós dois .
Pensei em ligar , agir ao telefone ,
Mas a dor é demais , em músicas neste head - fone ,
Tentei celebrar nosso passado ,
E viver um presente ,
Mas já havia atravessado ,
A linha do viver decente .
Lembro de tudo que gosta ,
Esperando um dia ter mais uma amostra ,
Sei que jamais haverá aquele momento de antes ,
Mas rezo pra que volte alguns tempos distantes .
Vejo todo um lugar onde estávamos ,
De qualquer problemas ganhávamos .
No fundo só restou a criança ,
Uma pequena e vaga lembrança .
Já te busquei em tudo quanto é local ,
Já gastei todo o meu óculos multifocal ,
Olhando seus vídeos , gastando sua beleza ,
Acredito em meus sonhos ,
E ainda restou a certeza ,
De te encontrar em belos campos risonhos :  

" Verdades ,
Puberdades ,
O resto de uma infância perdida ,
O frio de densidade ardida ,
Te procuro em meu sono ,
Preso neste clima de outono .
Vi tudo mudar ,
Meu futuro afundar ,
Um passado em nada a ajudar ,
Tentei me aprofundar ,
Mas acabei esquecido ,
Neste outono amanhecido " .

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