Na noite sublime e fatal ,
A carência é total ,
Vejo tudo se esconder ,
Nada a me corresponder .
O assobio do sol indo embora é maravilhoso ,
E a lua surgindo no horizonte é esplendoroso .
Talvez nunca pararei de escrever ,
Sobre as coisas bonitas que vejo ,
Em um futuro próximo quero a ver ,
E dizer : Eu te amo , em um detalhe gracejo .
Ouço música , pois me faz bem ,
Apenas neste momento ,
Sinto que estou de fato com alguém ,
É puro sentimento .
Saio sozinho ,
E volto só ,
No meio do caminho ,
Retorno ao pó ,
E as lembranças vem a tona ,
Como uma alma penada que não me abandona .
Lembro das garotas que perdi ,
Em noites de verão debaixo do cobertor ardi ,
Recordo - me do espantoso , do fenomenal ,
Dos dias escolares ,
Das paqueras , da intriga e do sinal ,
Das noites ao pé dos mares ,
Das verdades de um dia sofrido ,
Do primeiro pedaço do bolo tão concorrido ,
Dos desejos do que não fiz ,
De como era mais que hoje feliz ,
É como o vento me diz ,
Tenha gratidão pela raiz .
Tudo envolve uma trama irrecuperável ,
Aos textos e contextos , um amante incurável .
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