A desgraça adentrou minhas entranhas ,
Vozes do invisível , risadas estranhas ,
Vejo o mundo de outra forma ,
Uma realidade que me desconforma .
Sinto a poluição ,
Levar meu pulmão a perdição .
Nunca haverá diminuição ,
Para a paz em uma nova condição .
Sei de tudo agora ,
Mas não tenho mais recursos ,
O jeito é fazer a hora ,
E ajeitar novos discursos .
O plano sempre foi conjunto ,
Agir , pensar , realizar tudo junto .
Mas veio o frio , veio o vazio ,
E levou tudo com voraz desvario .
Acreditei muito no passado ,
Para conseguir construir um futuro ,
Mas um novo presente está sendo traçado ,
E posso ver um amanhecer mais honesto e puro .
A continuação é dever ,
Criar , redigir , escrever .
Tenho fé ,
Da cabeça ao pé .
Antes queria causar reflexão ,
Mas só agora encontrei conexão ,
É o querer que outro sinta ,
O que em intensidade sinto ,
Esperando que o próximo não minta ,
E que a vida seja mais que um vinho tinto .
Creio no nada absoluto ,
De um pai que nunca conheci ,
Permaneço por sua suposta morte em luto ,
Com tanta tragédia , anos envelheci .
Vou para um mundo de ódio repleto ,
Devaneios tolos de um letrado incompleto .
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