Te olhei na condução ,
Nostalgia , sonho , emoção .
Percebi que talvez não teria me visto ,
Não é todo dia que se encontra um grande amor ,
Na verdade eu nem tinha previsto .
Ao som do coração , o peito ruge o clamor .
Aos poucos tudo faz mais sentido ,
Deveria ter puxado assunto ,
Ter soltado este leão contido ,
Ter ficado mais junto .
Mas sou fraco , pecador e encolerizado ,
Dias e mais dias tentando haver acertado .
Mas o que consigo é ver ,
E ás vezes escrever .
Percebi que sou bom fisionomista ,
Preso nesta sociedade elitista .
Buscando um espaço ,
Neste universo escasso ,
As dores em rimas desfaço ,
Um dia darei o amoroso passo .
Sou sequelado ,
E meu amor esteve ao meu lado ,
Sou calado ,
Hoje velho , porém antes muito falado .
Ás vezes a inspiração some ,
E este sentimento me consome .
Acreditar é pequeno perto do que sinto ,
Nossa realidade é de cunho distinto .
Pelo menos um oi ,
Mas rapidamente se foi ,
Imagino agora situações de nós dois ,
Sabendo que jamais haverá o depois .
Quando vi já tinha ido ,
Pro seu rumo havia saído ,
Em seu caminhar comedido ,
A lembrança tem me aquecido ,
Lá se vai caminhando em seu eterno sono ,
Paixões de um escrevente de outono ,
Um pequeno rimador e sua nobre intenção ,
Pequenos desejos românticos nesta fria estação .
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