quarta-feira, 18 de maio de 2016

Caso perdido

Chuva , temporal ,
Um dia nada coloral .
Frio , vazio , desvario ,
Perda do bater cardio .
O vento sopra ao pé do ouvido ,
Se a conseguirei de novo ?
Sobre esta questão exageradamente duvido ,
Ás vezes tem razão o povo .
Cada dia perco mais fé ,
A realidade se mostra como é .
Sei que ela é maior que meus sonhos ,
E eu reflito sobre isto , em campos de outono tristonhos .
Viajo em pensamento ,
Buscando acalento ,
Um pouco de calor humano ,
Além deste ser insano ,
Mas só vejo solidão ,
Na camada imensidão ,
No desejo , na nostagia , no caminho atravessado ,
Todos estes objetivos e metas , ficaram no passado ,
O que restou é esta carcaça ,
Que inunda em fumaça de tabaco ,
A cada dia vou a caça ,
Com este corpo em caco .
Eu sou o que eu faço ,
Um isqueiro e um maço ,
Um lugar pra dormir ,
Um sentido para seguir ,
Uma abraço amigo ,
Um segmento antigo .
Nem tudo consigo ,
Mas o bem sigo ,
E nada mais importa ,
Nesta dimensão torta .
Talvez eu seja de outro mundo ,
Procurando um sentido profundo ,
Além dos elementos e de Deus ,
Procuro ser lembrado após o adeus .
Esta condição fere ,
E tudo difere ,
Rimas para saber quem sou ,
Além de tudo que passou ,
Queria apenas desenhar e lutar ,
Mas o tempo foi me furtar ,
E precocemente mudei e fui soberbo ,
Hoje do liquido do arrependimento bebo ,
E embreagado de sentimentos negativos ,
Falha o coordenar de sentidos cognitivos ,
Indumentar molhado , um cigarro encharcado e encardido ,
Talvez não haja solução , apenas seja mais um caso perdido . 


 


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