Nesta noite de quinta ,
A saudade pinta ,
Faz presença a abstinência ,
A falta bato continência ,
Neste exército um homem só ,
Depois do esforço ,
Sou pela ausência reduzido ao pó ,
Em problemas me contorco ,
Nem frio e nem calor ,
Apenas a inserção do valor ,
Dias em que a lua dá voltas no planeta ,
Em que perco aos poucos o escrever a caneta ,
Sigo voando pela abóbada terrestre ,
Contemplo a esfera silvestre ,
Mas o que quero não vejo ,
Vem o sono , bocejo ,
A mente quer sonhar e nunca mais acordar ,
Que sou confuso devo e preciso abordar ,
Vagando por espaços a fio ,
Tento manobrar o vazio ,
Fugir do frio ,
Enganar o desvario ,
Mas é inútil ,
Teoria fútil ,
Pensar e declarar são funcionais atitudes ,
Espero até que os padrões da sociedade mude ,
E que ela leia um dia estes escritos ,
Um personagem secundário e seus mitos .
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