Vagando pela garoa da alvorada ,
Faço das ruas e dos becos a morada ,
Danço com a solidão sobre o chuvisco ,
Entre ações e atitudes surge este rabisco :
" O frio percorre minha veia ,
Preso neste corpo cadeia ,
Um lugar onde pretendo evadir ,
E os mundos pós - morte invadir ,
Cheio de virtudes ,
Cheio de vícios ,
Alcanço longitudes ,
Sonhando com solstícios ,
Imaginando uma companheira ,
Um amor , um afeto , uma alma verdadeira ,
Que me devolva o que perdi ,
Por buscar ser mais do que sou ,
Em um inferno pessoal ardi ,
Marcas e cicatrizes do que passou ,
Ainda detenho traumas desta atividade ,
Mas nada retira minha resistente latinidade ,
Do fundo do coração ,
Sigo a intuição ,
E viajo no universo da ação ,
E aos problemas faço redução ,
Em meio a hostis selvagens ,
Em meio a cenários , lugares e viagens ,
Encontro o verso e a rima ,
E o criador me rege lá de cima ,
Não preciso de muito ,
Não quero muito ,
Apenas o necessário para sobreviver ,
É tão rápido e ligeiro o viver ,
A ventania me leva a minha origem ,
Onde o ambiente é acolhedor ,
A sensibilidade é virgem ,
Propício ao rimador ,
Na rede sobre árvores de paz ,
O ser é apenas o que faz ,
Me rendo ao nobre sentimento ,
Regido pelo temporal , sou filho do vento " .
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