quinta-feira, 31 de março de 2016

Desmanchando com os pés cansados

Andei até a mágoa passar ,
Pela bondade as calçadas fui amassar ,
Aprendi a pular , desviar , acompanhar ,
Caminhos que me fizeram sonhar ,
Esquinas , ruas , becos , vielas ,
Cansei de ver belezas as janelas ,
Aprendi a esperar e a continuar ,
Na alvorada , entardecer , madrugada ou luar ,
Marcas e cicatrizes dos calçados a apertar ,
Conheci a malícia cedo , e não há mais como consertar ,
Uma vez inserido no jogo de cintura ,
A subida se tornou uma pedra de pequena altura ,
Meu anjo , meu deus , meu amigo ,
Vem me livrar de prova e caso antigo ,
Traga - me são e salvo ao lar ,
Abençoe o meu falar ,
Me põe no lugar certo ,
Na hora certa ,
As chagas da paixão na mão aperto ,
E com ela meu ser flerta :

" Andei até sumir a consciência pesada ,
Peregrinei , até fazer efeito a rezada ,
Conheci , acostamento , calçada e asfalto ,
Aos poucos cresci , e fui ficando alto ,
Mas sempre respeitei a rua ,
A verdade nua e crua ,
Respeito do mendigo ao presidente ,
Tudo é motivo para andar ,
Desesperado , triste ou contente ,
Ouço a terra e seu debandar ,
Rogo a deus expios amansados ,
Desmanchando com os pés cansados " .



quarta-feira, 30 de março de 2016

Rimador que nunca está só

Dor nos olhos de tanto ler ,
Dor nos pés de tanto andar ,
A bula da vida vivo a reler ,
Um cigarro os percalços vem abrandar .

Creio na Trindade santa ,
Aonde uma canção de paz o peito canta ,
A verdade enobrece e encanta ,
Colherás o que de fato planta .

Hoje desisti da persistência ,
Sou jovem e tenho consciência ,
Entre a religião e a ciência ,
Sou esforçado , e obtenho decência .

Queria ter perdido mais ,
Ter feito algo demais ,
Afinal nesta vida só tenho a perder ,
Trabalhando ao sol do meio dia ,
Até a alma permanece a arder ,
A sapiência nunca é tardia .

Rimas , frases , versos ,
Somando os controversos ,
Da onde vim voltarei , o pó ,
Rimador que nunca está só .


terça-feira, 29 de março de 2016

As inigualáveis reações ao pessoal diagnóstico

Diferentes opiniões e conceitos ,
Crenças , superstições e preceitos , 
Provando do sabor da miscigenação , 
O peito canta , as entranhas em oxigenação , 
Um garoto pobre de coração , 
Mas que acredita numa simples oração ,
Já basta pra prosseguir com fé , 
Mil e uma reflexões da cabeça ao pé , 
Sem ter certeza onde põe vírgula ou ponto , 
No fundo o que vale é a criatividade do conto .
Hábitos e vícios no defeito , 
Sugestões peço e aceito . 
Senhor dos céus e da multiplicidade , 
Me traga a origem desta sublime cidade , 
Não conheço gente rica , 
Nem gente nobre , 
Mas minha verdade permanece e fica , 
A espera que uma parte sobre . 
As vezes sou tão sedutor ,
Que nunca encontro o par perfeito , 
Sou cópia viva do criador , 
E em verdejantes campos a noite me deito , 
Sossegado , 
Amado , 
Desejando que eu consiga acertar , 
As arestas da personalidade consertar , 
Acordar livre de tudo , 
Aquele cujo , há dúvida , é o sortudo , 
Nele posso encontrar descanso , 
Na sombra do humilde e manso , 
Entre os modismo de punk e gótico , 
As inigualáveis reações ao pessoal diagnóstico .

Pequenos pontos nos universos distantes

O frio percorre as estruturas ,
De uma cidade e sua identidade em alturas ,
Em meio ao percurso obtuso ,
Um enredo obscuro e confuso ,
Encontro o que não espero ,
Me deparo com o que considero ,
Em meio aos pensamentos ,
Condicionado a sentimentos ,
Existe uma realidade alternativa,
Uma verdade diferente e inventiva ,
Um algo permanente ,
Um desejo consciente ,
Um estranho caminho ,
Junto ou sozinho ,
Penso em como fui gostar ,
E poder por conseguinte demonstrar :

" Te encontrei na esquina mais discreta ,
Um desejo escondido , uma verdade secreta ,
Penso em como continuar ,
O que me propôs aquele luar ,
Levo no coração suas imagens ,
Carrego o cansaço , de longas viagens ,
Vejo a neblina cobrir os grandes montes ,
Gigantes jamais ,pequenos pontos nos universos distantes " .


sexta-feira, 25 de março de 2016

Reajustando ideais escritos e motores

A vida , é como uma rara peça ,
Deve - se tomar cuidado desde que começa ,
Existência ,
Consciência ,
Tudo é bonito na teoria ,
A beleza está na surpreendente alegria ,
O tempo me ensinou a esperar ,
Calma e paz , sem me desesperar ,
Viajei muito por uma liberdade ilusória ,
A verdade particular , torna a verdade pública contraditória ,
Depois de tantas marcas e cicatrizes ,
Namoradas tão bonitas como de TV atrizes ,
Pouco existe fato original ,
Apenas o aguardo da idéia final ,
Noite , fim , o tempo no auge ,
A extremidade em mim age ,
Feito de carne e osso como o geral ,
Mas deste exército de um homem só , sou general ,
Missionário das lendas urbanas ,
Na terra dos pés descalços comedores de bananas ,
Acredito como tudo tem de ser e é ,
No peito vibrante sequioso por fé ,
Existem várias formas de gostar ,
Mas a melhor delas é demonstrar ,
Existe a ilusão do prazer individual ,
Convivo com o divino e angélico preceitual ,
Me realizo na escrita poética ,
Com moral , honestidade e ética ,
Nem sempre digo tudo em minha história ,
Por precaução e falta de memória ,
O mais o superior fará ,
E meus recursos trará ,
Vou desligado , saindo , obrigado leitores ,
Reajustando ideais escritos e motores .





quinta-feira, 24 de março de 2016

O amor que devasta

Gostei de ver você ,
Mais entrelinhas do que lê ,
Mais segredos a desvendar ,
Verdadeiros desejos a recomendar ,
Sinceros agradecimentos ,
Por nobres sentimentos ,
Desconcertante amanhecer ,
Em que fui lhe conhecer , 
Me apaixonei de prontidão ,
Um seduzido perdido na imensidão :

" Dias pensando ,
Inventando passatempo , para um momento lhe ver ,
Noites repensando ,
Sobre o que mais especial posso lhe escrever ,
Madrugada e tarde ,
Meu peito de saudade arde ,
E me devolve a sinceridade ,
Mais um dia sincronizando identidade , 
E reconhecendo meu passado da antiguidade ,
Refazendo e reconstruindo , a escrita , a habilidade . . . "

" Entendo , mas quero tentar ,
Mesmo que meu ego venha arrebentar ,
Tenho fé no futuro ,
E isso basta ,
Mesmo sendo impuro , 
Conheço o amor que devasta " .




quarta-feira, 23 de março de 2016

Sinceras declarações

A saudade é fruto da inocência ,
Automaticamente amando sem ter correspondência ,
Faço de minhas teorias ,
Retrato de minha face oculta ,
Transformo em poemas e poesias ,
Devo esforço , o tempo cobra multa ,
Acredito no amor e nos sentimentos ,
Recursos que sempre me fornecem rendimentos ,
Tenho um coração mole ,
Sorte de minha futura prole ,
Meus segredos cada dia um pouco revelados ,
Os ventos e as flores , conversam baixo ,
Tão secretos que parecem calados ,
E em meio a este enredo , procuro onde me encaixo ,
Cada dia uma situação , uma história pra contar ,
A noite chega , o retorno a casa devo aprontar ,
Tenho pouco a oferecer ,
Mas muito a merecer ,
Sofri o suficiente ,
Por um futuro contente ,
Farto , nobre e honrado ,
Os vícios do peito colorado ,
Há um modo de salvar a humanidade ,
Uma saga em busca de minha identidade ,
Um caminho ao encalço da superior entidade ,
Creio e tenho fé no rumo da vivacidade :

" O relógio toca cedo ,
Um medicamento , um medo ,
Me apronto e saio ,
Os problemas eu vaio ,
As verdades eu abraço ,
Do inútil eu me desfaço ,
Trabalho , divirto e distraio ,
Metamorfoseado , ao contrário ,
Já fui de tudo quanto é opinião ,
Como um ambulante camaleão ,
Mas termino todo dia contemplado com um sonho ,
Quanto mais cresço , mais valorizo o simples , como um céu risonho ,
Vejo pessoas , lugares e hábitos , vivas inspirações ,
O mundo pra ajudar , por meio de sinceras declarações " . 



terça-feira, 22 de março de 2016

Anjos e demônios do passado a me procurar

Acordei com os naturais despertadores ,
Sonhei como nas coisas simples tem valores , 
Amo o fato de estar apaixonado , 
99% amante , 1% enamorado , 
E totalmente firme na verdade , 
Um garoto em busca de sua puberdade ,
Entre vaidade ,
E saudade ,
Aproveitar o momento ,
E se cuidar ,
Em prol do sentimento ,
Viver e mudar ,
Olhar com humanidade o outro ,
Enfrentando o interno monstro ,
O monstro da falta ,
A realidade que maltrata ,
O coração que berra ,
O pensamento da guerra ,
Nada mais pode ser adicionado ,
Estou completamente , apaixonado :

" O outro lado da cama está vazio ,
Saudade , abstinência , falta e frio ,
Ninguém para dividir tanta riqueza ,
Valores simples  , que torna tudo beleza ,
Perdi você por pouco motivo ,
O ócio permanece inventivo ,
Sei que nunca mais poderei consertar ,
Os erros do próximo que tive de aceitar ,
Depois de tudo , ainda vejo seu rosto em outros vicios ,
De que estou no caminho da perdição , há indícios ,
Talvez eu nunca volte a ser igual ,
E viva discorrendo sobre o banal ,
Mas no fundo só quero me curar ,
Anjos e demônios do passado a me procurar " .

quinta-feira, 17 de março de 2016

Um personagem secundário e seus mitos

Nesta noite de quinta ,
A saudade pinta ,
Faz presença a abstinência ,
A falta bato continência ,
Neste exército um homem só ,
Depois do esforço ,
Sou pela ausência reduzido ao pó ,
Em problemas me contorco ,
Nem frio e nem calor ,
Apenas a inserção do valor ,
Dias em que a lua dá voltas no planeta ,
Em que perco aos poucos o escrever a caneta ,
Sigo voando pela abóbada terrestre ,
Contemplo a esfera silvestre ,
Mas o que quero não vejo ,
Vem o sono , bocejo ,
A mente quer sonhar e nunca mais acordar ,
Que sou confuso devo e preciso abordar ,
Vagando por espaços a fio ,
Tento manobrar o vazio ,
Fugir do frio ,
Enganar o desvario ,
Mas é inútil ,
Teoria fútil ,
Pensar e declarar são funcionais atitudes ,
Espero até que os padrões da sociedade mude ,
E que ela leia um dia estes escritos ,
Um personagem secundário e seus mitos .


quarta-feira, 16 de março de 2016

O último verso de um poeta

Um dia recolhido ,
Na morada recolhido ,
Um amar reerguido ,
Amar , tenho conseguido ,
Fugi da chuva ,
E deu certo ,
Caiu como luva ,
Amar o que está perto ,
Desejo tudo de bom leitor ,
Antes da última rima deste escritor ,
Vejo que já excedi minhas linhas ,
Já observei demais as vizinhas ,
Fui muitos sábados a igreja ,
Templos , sinos e suas badaladas ,
Já passei por muito bar e sua cerveja ,
Frequentei muitas baladas ,
Ouvi muitas frustrações ,
Presenciei muitas emoções ,
Já vi muitos carros ,
Fumei vários cigarros ,
Ouvi comentários de estranhos ,
Me apaixonei por mulheres ,
E por seus olhos castanhos ,
Já provei de doces com colheres ,
Viajei demais ,
Agradeci aos meu país ,
Senti falta e saudade ,
Imaginei o valor da vaidade ,
Conheci muitos vigaristas ,
Ri de histórias de diaristas ,
Hoje só quero paz ,
Neste enredo sagaz ,
Espero a verdade completa ,
O último verso de um poeta .



terça-feira, 15 de março de 2016

Manhã de terça - feira

Acordei e busquei coragem ,
Para aguentar esta transitória viagem .
Costumo retratar o fim ,
É um momento principal enfim ,
Gosto do que há de bom na vida ,
Mas para uma última rima ,
O destino e a verdade me convida ,
A me unir a aquele lá de cima ,
E mesmo que continuo desritmado ,
E talvez nunca tenha sido muito amado ,
Eu creio na vida pós - morte ,
Terei um bom rumo , creio na sorte ,
Em meio a versos sobre falência ,
Pensamentos bons povoam minha consciência , 
Ao fundo posso ver anjos me carregando ,
No cavalo selvagem que é viver , sigo cavalgando ,
Eu deixei ela ir ,
Para um melhor partir ,
Apenas quando perco , dou valor ,
E me contento com um fumo e seu calor ,
Tive muitas fases no passado ,
Em um futuro escrito e traçado ,
Não há muito em que acreditar ,
Apenas concentrar e meditar ,
Encontrar e continuar ,
Celebrar o diurno luar ,
Aquela quentura com nuvens ,
Para lá e para cá , os jovens ,
Uma centelha de esperança , 
É fazer e crer que dará certo ,
Me render a nobre e acertiva lembrança ,
E sentir boas vibrações por perto :

" O sol diz bom dia ,
Acalma a bateção cardia ,
O corpo trabalha mais quando está dormindo ,
E um sonho criado pela mente é bem vindo ,
Prezo por uma vida mais completa e inteira ,
Redações e dissertações de uma manhã de terça - feira " . 


 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Poesia e poema repartir

Um cochilo a tarde ,
De sonhos a mente encarde ,
Contaminado por nostalgia ,
Imaginação que contagia ,
Um coração apaixonado ,
Cansado de sofrer ,
Tenho colaborado ,
Pro tempo honesto correr ,
Textos , frases e versos ,
Papéis em criatividades imersos ,
Sei quando gosto de alguém ,
Isso é um dom espetacular ,
Percebo quando erro também ,
Mas logo esqueço , sem especular :

" Um sonho , uma praia e um amor ,
Acordo pra realidade que causa dor ,
O peito colorado exagera no clamor ,
E pra aliviar , qualquer notícia de pudor ,
Torço pra que tudo dê certo ,
Reflito sobre o que está perto ,
Quero mais deste mundo ,
Desejo sentimento profundo ,
As nuvens da mão continuam a sair ,
Até minha alma para longe partir ,
Tudo o que vejo estou a curtir ,
O pouco que sei , em poesia e poema repartir " .

domingo, 13 de março de 2016

Pedaços do coração ao chão em caco

Pensei que já tinha esquecido ,
Eis que de súbito lhe vejo ,
E estou de novo por seus encantos vencido ,
Um intenso e ardente desejo ,
Seus olhos cor de mar virgem ,
Teus movimentos me atingem ,
E sou novamente seduzido ,
Apaixonado e reduzido ,
Perto de sua beleza sou escravo ,
Uma empatia como rosa e cravo ,
Eu creio no amor a primeira vista ,
Como a uma mulher de capa de revista ,
Sou um menino folheando as páginas do passado ,
Perto de tanta graciosidade , sou avassalado ,
E permaneço sem chances de conseguir ,
Nos caminhos desta paixão eterno a seguir ,
No fundo eu te amo demais ,
Só tenho afeto ,e nada mais ,
Um pobre andarilho como eu ,
Sabendo que nosso encontro me venceu ,
De que existe possibilidade o destino me convenceu ,
Lhe reservo , mantenho no segredo ,
Pelo menos tenho sobre nós lembranças ,
E de perder o pouco que tenho , detenho medo ,
Tento poupar pressões e cobranças ,
Mas no fundo a insegurança é maior ,
E qualquer outro lhe dará o melhor ,
Tenho saudade daquele beijo em épocas infantis ,
Nossas conversas e carícias gentis ,
Sei que sou apenas mais um ,
Que vem de lugar nenhum ,
Que tem sobrenome diferente aos outros ,
E que resta apenas recordações de encontros ,
Saiba que nada apagará este oásis no deserto ,
E que você é mais linda de perto ,
Minhas ilusões me fazem fraco ,
Pedaços do coração ao chão em caco .



quinta-feira, 10 de março de 2016

O diário secreto de um comum ser

A chuva molha meu corpo de papel ,
Vivendo nesta vida motel ,
Não há mais vaga ,
Trilho minha saga ,
Em busca de condições melhores ,
Me espelhando nos arredores ,
Estando no fim do pódio ,
Medo e ódio ,
Os únicos sentimentos que conheço ,
Aprendendo a cada dia ,
Meu futuro desconheço ,
Mas sei o rumo de uma vida sadia .
Incerto e confuso ,
Um amor sem uso ,
Sempre quero o melhor pra mim ,
Do começo , meio e fim ,
Nada mais me é precioso ,
Do que vento e temporal ,
Meu carinho é silencioso ,
Meu coração palpita como um coral ,
Respeito o tempo , e ele a mim ,
Pra verdade eu digo sim :

" As preces ao firmamento ,
Acalmam meu sentimento ,
Tenho pouco a oferecer ,
Mas aproveito cada amanhecer ,
Tudo para evoluir e crescer ,
O diário secreto de um comum ser " .

quarta-feira, 9 de março de 2016

De leve

O céu aquece meu coração ,
Um calor do ventre da alma ,
Assim sendo , vivo em oração ,
Promovendo a paz que acalma .

Continue torcendo ,
Persisto amanhecendo ,
Buscando o melhor ,
Com o bem ao redor .

Acredito em duendes e em Deus ,
Tenho ficantes e amigos meus ,
Sou simples , e preciso de pouco ,
Feliz nesta realidade de louco .

Textos , frases e redações ,
Acredito nas emoções ,
Tudo por um mínimo de conhecimento ,
Desejo a todos bons sentimentos .

Desejo que se conserve ,
O bem que precisa e serve ,
Que pro futuro o bem reserve ,
Refrões e rimas , apenas de leve .

domingo, 6 de março de 2016

Alma leve

Demorando a escrever ,
Em outras coisas a me envolver ,
A negar a arte pouco quero me atrever ,
Precisava digerir e resolver ,
Agora mais calmo e certo ,
Procuro o dispositivo mais perto ,
E faço minhas anotações ,
Em prol de inocentes corações ,
Dou meu exemplo de vida ,
Aonde a alma me convida ,
A seguir um rumo correto ,
Levanto a cabeça , e olho reto ,
Sem culpa , apenas medo ,
Um sentir que me acompanha desde cedo ,
Usado , traído e esquecido ,
O dia completamente bem ,
Nunca mais será amanhecido ,
Por perda de um especial alguém ,
Mas isso é ruim ,
Não quero compartilhar ,
É erro e fim ,
Apenas o bem quero partilhar :

" aonde o vento me alcança ,
Me alegra a criança ,
Aonde o som dos pássaros são doces ,
Aonde as frutas são doces e saborosas ,
O sol me aquece e é agridoce ,
E as verdades são amorosas ,
Desejando que este estado conserve ,
O mundo de paz , amor e alma leve " .


quarta-feira, 2 de março de 2016

Divisor de águas

Fingindo estar tudo bem ,
Para agradar outrora alguém ,
Sei que nunca fui muito querido ,
Devia ao pluralismo ter aderido ,
Mas tenho meus motivos para ser estranho ,
E para ser igual , já não tenho mais tamanho ,
Neste frio de março ,
A chuva cai como aço ,
Me leva acreditar que estou no rumo positivo ,
Afinal , para acertar , tenho treinado ativo :

" Chuviscos ,
Ciscos , 
Pequenas gotículas que caem do céu ,
Homens encharcam - se em seu corpo ilhéu ,
Lavam a terra ,
Limpam da guerra ,
Devolvem a paz ,
O ser é , o que faz ,
E eu quero continuar semeando o amor ,
Seja ele colorido , preto e branco ou incolor ,
Apenas dou , o que recebi ,
Todo o necessário que concebi ,
Ás vezes entendo errado ,
E o medo carrega dúvidas ,
O coração têm berrado ,
Para quitar as dívidas ,
Fazer reparações ,
Aceitar dimensões ,
Esquecer e enterrar as mágoas ,
Absorver o que há de bom , em divisor de águas " . 



terça-feira, 1 de março de 2016

Filho do vento

Vagando pela garoa da alvorada ,
Faço das ruas e dos becos a morada ,
Danço com a solidão sobre o chuvisco ,
Entre ações e atitudes surge este rabisco :

" O frio percorre minha veia ,
Preso neste corpo cadeia ,
Um lugar onde pretendo evadir ,
E os mundos pós - morte invadir ,
Cheio de virtudes ,
Cheio de vícios ,
Alcanço longitudes ,
Sonhando com solstícios ,
Imaginando uma companheira ,
Um amor , um afeto , uma alma verdadeira , 
Que me devolva o que perdi ,
Por buscar ser mais do que sou ,
Em um inferno pessoal ardi ,
Marcas e cicatrizes do que passou ,
Ainda detenho traumas desta atividade ,
Mas nada retira minha resistente latinidade ,
Do fundo do coração ,
Sigo a intuição ,
E viajo no universo da ação ,
E aos problemas faço redução ,
Em meio a hostis selvagens ,
Em meio a cenários , lugares e viagens ,
Encontro o verso e a rima ,
E o criador me rege lá de cima ,
Não preciso de muito ,
Não quero muito ,
Apenas o necessário para sobreviver ,
É tão rápido e ligeiro o viver ,
A ventania me leva a minha origem ,
Onde o ambiente é acolhedor ,
A sensibilidade é virgem , 
Propício ao rimador ,
Na rede sobre árvores de paz ,
O ser é apenas o que faz , 
Me rendo ao nobre sentimento ,
Regido pelo temporal , sou filho do vento " .