quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Viajando por lóbulos temporais expostos

Posso me considerar um cara de sorte ,
Por tantas vezes ter superado a morte ,
Traumas e tentações que me tornaram mais forte ,
Para confirmar que estou vivo , no fumo um corte ,
E já estou devoto a crença de um futuro bom ,
Uma mochila , uns maços , uma fé e um som ,
Pequenas coisas que tornam meu dia completo ,
E quando estiver não mais a ajudar , deleto ,
Aprendo das ruas e dos becos mais sórdidos o dialeto ,
Em meu cotidiano amigos e conhecidos de um grupo seleto , 
Vou aonde o vento quer ,
Disposição requer ,
Convivo no pensamento de um futuro farto ,
Ás vezes na rua , ás vezes confinado no quarto ,
Acreditando em um forma mais justa de viver ,
Problemas do passado esqueço , o bem estou a reaver ,
Como um andarilho de uma nova era ,
Meu coração anseia e por ela espera ,
A dona dos meus sentimentos ,
Pra ela escritos , dissertações e lamentos ,
E tudo o que há de bom neste mundo ,
Um amor claro , puro e profundo ,
Talvez ela goste até de outro ,
Por evitar tanto encontro ,
Mas o lá de cima é quem sabe ,
E transgredir leis já não mais me cabe ,
Apenas aprender com a vida ,
Onde um  anjo me convida ,
A errar e continuar ,
Em nuvens de satisfação flutuar ,
Reviver fatos em um círculo vicioso ,
O único vicio saudável é o de repetir o caminho ,
Em um ambiente fértil e maravilhoso ,
Contemplo a ilusão de estar sozinho ,
Sabedorias e conhecimentos compostos , 
Viajando por lóbulos temporais expostos . 



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