domingo, 14 de fevereiro de 2016

Relações indiretas e vazias de domingo

O silêncio perdura e faz coçar ,
A balbúrdia e a bagunça foram almoçar ,
Desejo passar ligeiro este dia vazio ,
É lento e vago o órgão cardio ,
A mente passeia pelo passado ,
O lugar de convidados lotado ,
E mesmo que meu opinar esteja ultrapassado ,
Penso em ter agora alguém do lado ,
Gosto de ter amigos , familia e conhecidos ,
Mas dias nem tão normais tem amanhecidos ,
E me percebo como uma ser que afasta os iguais ,
E no intimo negar , se tornou decorrente ao mais ,
Deixo o celular desligado ,
O agir desvingado ,
Não quero telefonar ,
E a cada dia se apaixonar ,
Estou mais preparado para perder ,
Do que acostumado a ganhar ,
Meu peito está a arder ,
De tanto banho quente a banhar ,
As coisas depois que cresci ,
Se tornaram mais descomplicadas ,
Muitas vezes de novo nasci ,
E pra escrever , minhas mãos se tornaram mais delicadas ,
Eu gosto de me apegar ,
Mas deveria ser com o sexo oposto ,
Já tentei até ofegar ,
Mas as marcas e cicatrizes me enfraquecem no composto ,
E iludido que é completo ,
Faço a mesma coisa direto ,
Em rede social tenho grupo seleto ,
Mas prefiro á deriva e incerto ,
Até ser obrigado , não terei reação ,
Sou apenas um pobre ,
Esperando a morte , neste fúnebre bingo ,
Daqui a pouco um véu me encobre ,
Relações indiretas e vazias de domingo .



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