quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Cidade Fria

A metrópole está prestes a adormecer ,
E um novo clima , começo a reconhecer ,
Os carros andam mais ligeiro ,
Não respeitam o farol ,
Tento chegar em casa inteiro ,
Após o descanso do sol .
Vejo outras figuras ,
Vejo outras culturas ,
As ruas começam a ficarem vazias ,
Condicionado a solidão aumenta as azias ,
Os demônios e fantasmas de meu pensamento ,
Aparecem e fazem arruaças , naquele momento ,
Os céus do acúmulo de fumaças escurecem ,
Pessoas dormindo ao chão ,
De atenção e de cuidado carecem ,
Qualquer esquina é uma paixão .
Becos , vãos e vielas ,
Apenas vistos por olhares de medo ás janelas .
A noite é pronta pra engolir ,
Tento evitar , este horário banir ,
Mas ás vezes é inevitável ,
E o vicio me destrói ,
Em busca de algo confortável ,
Meu interno super - herói .
O medo , a angústia , o rancor ,
Apenas preto e branco , a única cor .
O velho óculos anti - reflexo ,
Um indumentar desconexo ,
Uma mochila com pouco ,
Um cigarro para este louco .
Os ônibus cheios ,
Os bandidos e os veraneios ,
De encontro a esta guerra civil ,
Qualquer canto é um covil ,
A noturna luta secreta ,
Por fofoqueiros de boca aberta ,
Tudo continuará a acontecer ,
Este fúnebre e escuro amanhecer ,
Em prol do descanso ,
De acomodar e ser manso ,
Uma alma vazia ,
Um instante do sofrimento e sua tirania ,
Se soubesse disto , nunca a este mundo viria ,
Apenas coadjuvante , em meio a cidade fria . 






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