Em meio ao frio da serra ,
Meu ser pensa e erra ,
Tentando entender onde está meu passado ,
A vontade de ver o antes , permanecer em um estado ,
Sentir que o mundo parou para que eu me cure ,
Mas tudo continuará crescendo ,
E maneiras para retornar não exista , mesmo que eu procure ,
O universo continuará amanhecendo ,
Talvez o problema seja eu ,
Eu escolhi , e por mim ninguém escolheu ,
Lutar é natural ,
Esquecer é real ,
Render - se é normal ,
E resistir é um engano sensorial ,
Sentir é o mais certo a se fazer ,
Entre o limitado , o censurado e o prazer ,
Vejo a passagem de uma realidade a outra ,
Uma verdade que pouco se encontra ,
Mas que permanece pairando no ar ,
Acompanhado de fogo , terra e mar ,
Me dizendo e me guiando ,
A mente permanece voando ,
Tento pouco repetir o que sinto ,
Mas se dizer que controlo , eu minto ,
É algo em plena liberdade ,
Uma fixação na humanidade ,
E livre vai , vem e transita ,
Meus fantasmas querem que da vida eu me demita ,
Um propósito que me evita ,
Parece inaceitável o fim da pista ,
A perfeição talvez seja o objeto de desejo que me torne vivo ,
Realidades e sensibilidades entre o obrigado e o motivo .
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