sábado, 28 de novembro de 2015

Um pouco de amor sempre vai ser felicidade

O sol ergue sob os muros de realidade ,
Provo de um dia doce ,
Uma perfeita insanidade ,
Um pensamento agridoce ,
Se eu não soubesse o ruim ,
Talvez nunca fosse tão bom meu fim ,
Vejo passar ligeiro o ponteiro ,
Ultrapassa a velocidade o medidor de hora ,
O vento pune e é grosseiro ,
Já se foi a vontade de ir embora .
Meu desejo agredido pelo capitalismo ,
Em perseguir o amor , persisto e sismo ,
Tudo faz mais sentido no presente instante ,
Mais um dia querendo viver bastante ,
Ás vezes e talvez , eu não pense nada ,
Uma soberba a vida , a verdade subornada ,
O segredo dos céus ,
Náufragos em ilhéus ,
Pequenos gostos de menino ,
Pra esquecer , um isqueiro e um fino ,
Um constante semblante ,
O amar e seu quebrante ,
Nunca iria me acostumar ,
Quando por outro caminho estive a rumar :

" Ruas , becos , vielas e vãos ,
Menos sim , mais nãos ,
Talvez não exista amor pra mim ,
E mesmo que eu deseje pertinente o fim ,
Nunca haverá amor verdadeiro ,
Apenas um encaixe ao sentimento inteiro . . . "

" Criando expectativas nesta cidade ,
Um pouco de amor sempre vai ser felicidade " .


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