sábado, 6 de junho de 2015

Um adolescente grande em sua estendida puberdade

Agi de modo errado ,
Naquele dia ,
Um problema não encerrado ,
Como levar uma vida sadia ?
Aprendi a negar e arrepender ,
Agora do tempo estou a depender ,
Questões passeiam em meu pensamento ,
Suposta realidade que me conta o vento ,
Sei que nunca fui bom em nada ,
Mas não resisto a uma paixão danada ,
Tudo por ter evitado o amor ,
Agora condicionado à sua vertente ,
O esquerdo peito e seu clamor,
Esbravejando um novo repente ,
Um ditame de um louco apaixonado ,
Um escritor de suas próprias mentiras cansado ,
Ilusões e surrealidades de um amador ,
Um estranho , esquisito e pouco falador :

" Levei uma época pra entender ,
E tudo compreender ,
Minhas idéias loucas vender ,
As ideologias a empreender ,
Viver do que melhor sei fazer ,
Palavras transcritas do prazer ,
Posso as chamar assim ,
Até a desejada amada vir até mim ,
Tudo parece desordenado ,
Pelo meu próprio livre arbítrio caçado ,
Sabendo que tudo é em vão ,
Fui pra onde os perdedores vão ,
Encaminhado direto pra sarjeta ,
Aonde no céu dá pra ver um cometa ,
Me rendo a implorar um último desejo ,
De minha garota ter um exclusivo beijo ,
Talvez eu esteja mesmo sonhando ,
E o mundo não está acabando ,
Fui eu vivo fora ,
Morto dentro ,
Preso no agora ,
Na cura me concentro ,
Talvez pouco haja saída pra esta insanidade ,
Um adolescente grande em sua estendida puberdade . "




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