quinta-feira, 25 de junho de 2015

Fugindo de tudo aquilo que quero ver

Pensei em mandar um sinal de vida ,
Todo dia a dançar só a noite me convida ,
Um baile de um monólogo entristecido ,
E a compactuar o tempo tem me oferecido ,
Sei que nunca fui tão honesto ,
E pra viver ultimamente não presto ,
Mas consigo cuidar de quem gosto ,
Seja lá onde estiver me diga que encosto ,
Saudades do seu beijo e do tom de suas conversas ,
Ainda faço comida pra render mais porções ,
Esperando você chegar , para curar minhas atitudes inversas ,
Juntar no lençol nossos apaixonados corações ,
Vontade de largar tudo e contrariar o esperado ,
Uma razão torta , um sentimento desesperado ,
Já fui coagido a fazer tudo sem preparo ,
E as vezes antipatia disparo ,
Mas é tudo por este amor doente ,
Esta forma de vida incoerente ,
Perfeito talvez nunca serei ,
E tenho ciência do quanto errei ,
Faço parte de algo muito maior que eu ,
Perdi a noção do que é meu e o que é seu ,
As mais prazerosas atividades se tornaram inimigas ,
E minhas verdades estão ultrapassadas e antigas ,
Tenho demônios a enfrentar amanhã ,
E tenho de descasar com mente sã ,
Para só então mais uma noite escrever ,
Fugindo de tudo aquilo que quero ver .

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