sábado, 28 de fevereiro de 2015

Ingênua infância

O temporal renova este solo ,
A mãe terra me acolhe em seu colo ,
O vento vem dizer uma reverência ,
Boas lembranças na consciência ,
Dias e noites , horas e horas ,
O mal tem enfraquecido perante os meus foras ,
Sou o rei de lugar nenhum ,
O reino de apenas um ,
Perdendo tempo com amores ,
Na jovialidade provando o aroma de várias flores ,
O céu vermelho de um dia de chuva se forma ,
E nenhum passatempo minha paciência conforma ,
Já se foi o tempo que eu era respeitado ,
Pois forçava o respeito ,
Agora percebo que eu é quem era o coitado ,
Tolo aos sentimentos do peito ,
Sou um estranho pra mim ,
Temente a deus até o fim ,
Perdido sem rumo ,
Um tablet e um fumo ,
Em instantes de consumo ,
A perder , não me acostumo ,
A ganhar quero distância ,
Um meio termo como uma ingênua infância .


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