domingo, 8 de fevereiro de 2015

Brisa no litoral

O vento sopra a janela ,
Já é fim da tarde ,
Uma tragada daquela ,
O peito arde ,
Vivo tentando estar com quem amo ,
Sem importar as consequências ,
É mais fundamental do que o nome que chamo ,
Ter do outro os toques e as essências ,
Estou sem muito o que dizer ,
O que faço com os fatos não está a condizer ,
Esta estranha nuvem negra está a me seguir ,
E pouco me sinto um ser normal ,
Tudo me empurra para a fila de quem não vai conseguir ,
E tudo age comigo de modo informal ,
O céu nublado ,
Morno como a mim ,
Meu peito calado ,
Todos hibernam até o fim ,
Penso em os acordar ,
Mas falta motivos para abordar ,
Pensei em rezar ,
Ao firmamento dar um Olá ,
O mundo a me infernizar ,
Paz , me diga onde está ? ,
Pra poder morrer honrado ,
Pelo menos um digno fim de um ser errado ,
Uma gota de água benta para curar este coração ,
Por enquanto fazendo uma muda e silenciosa canção ,
Textos tortos , meu retrato falado ,
O canto das mãos sobre o teclado ,
Regrado a bebida torneiral ,
Refém da brisa ao litoral .




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