terça-feira, 1 de abril de 2014

Um viver no silêncio do vento calado

Ouvindo vozes , 
Sem ter como enxergar e ver , 
Sons vorazes , 
Tentando te falar e escrever , 
Sinto como se fosse melhor ficar parado , 
Pensando em você neste dia inesperado , 
Lembrei do seu cheiro de manhã , 
Tonto do sono , a mente pouco sã , 
Vejo com tudo o que passei , 
Como eu vivi e mudei , 
O limite da sanidade ultrapassei , 
E em verdadeiras fossas me afundei , 
Lembro como hoje as dores e as cicatrizes , 
Choros múltiplos em formato de matrizes , 
Pensei em te ligar , 
Mas meu pensamento fui desligar , 
Encontrei a paz que preciso , 
Um ser e seu pensar indeciso ,
Tentei ver se tudo era passageiro ,
Mas tudo em volta dizia estar maneiro , 
Sofri a mentira que eu mesmo criei , 
Verdades de um ser pensante eu sei , 
Viajei em mágoas  , 
Pelo parque da solidão , 
Me perdi em metáforas ,
Mesmo com toda a imensidão , 
Minha realidade perdeu sentido , 
E tudo aconteceu sem meu ser ter consentido , 
Peço perdão ao passado , 
Um coração amassado ,
Um cardio pelo tempo atropelado ,
Um viver no silêncio do vento calado . 

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