Dolorido ,
Colorido ,
Porém triste ,
Ao que não existe ,
Pensei que iria durar menos ,
Apelo para modos de vida mais amenos ,
Mas quando tão pouco tenho o amor desejado ,
Nada mais faz sentido , apenas ao que tenho almejado ,
Nada mais importa ,
Nesta rima torta ,
Vejo o dia se tornar cansativo ,
E meu ser se perde no que é inventivo ,
Ultrapasso a barreira do entendimento ,
Vou além do que se chama conhecimento ,
Sinto dores por entre meu caminho ,
E para ficar em privacidade permaneço sozinho ,
Sei das consequências de viver em sociedade ,
Já passei do tempo em que ficar junto era de alta idade ,
Anti - social seria uma palavra muito forte ,
Apenas em minhas referências fiz um recorte ,
E o que sobrou sou eu na atualidade ,
Mas jamais perdi o senso de realidade ,
E hoje velho e versejador ,
Dos mares misteriosos um velejador ,
Faço de tudo uma boa escolha ,
Esperando que em seu coração um dia me acolha ,
Sigo temendo o futuro ,
Me vejo acuado ao muro ,
Minhas feridas no sentir suturo ,
E no escrever minha consciência eu curo :
" Nas verdades guardadas ,
Nas soluções aguardadas ,
Nas palavras engasgadas ,
Nas cartas rasgadas ,
Nos recados deletados ,
Nos comunicados resetados ,
Nas noticias destruídas ,
Nas transmissões esquecidas ,
Esperando que alguém me encontre ,
E que corresponda e demonstre ,
Em um dia que jamais amanheceu ,
Em uma bondade que meu ser não conheceu ,
Lembrando apenas de um instante anterior ,
Esperando nesta viagem no eu interior " .
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