domingo, 6 de abril de 2014

Esperando nesta viagem no eu interior

Dolorido , 
Colorido , 
Porém triste ,
Ao que não existe ,
Pensei que iria durar menos ,
Apelo para modos de vida mais amenos ,
Mas quando tão pouco tenho o amor desejado ,
Nada mais faz sentido , apenas ao que tenho almejado ,
Nada mais importa ,
Nesta rima torta ,
Vejo o dia se tornar cansativo ,
E meu ser se perde no que é inventivo ,
Ultrapasso a barreira do entendimento ,
Vou além do que se chama conhecimento ,
Sinto dores por entre meu caminho , 
E para ficar em privacidade permaneço sozinho , 
Sei das consequências de viver em sociedade , 
Já passei do tempo em que ficar junto era de alta idade , 
Anti - social seria uma palavra muito forte , 
Apenas em minhas referências fiz um recorte , 
E o que sobrou sou eu na atualidade , 
Mas jamais perdi o senso de realidade , 
E hoje velho e versejador , 
Dos mares misteriosos um velejador , 
Faço de tudo uma boa escolha , 
Esperando que em seu coração um dia me acolha , 
Sigo temendo o futuro , 
Me vejo acuado ao muro , 
Minhas feridas no sentir suturo , 
E no escrever minha consciência eu curo :

" Nas verdades guardadas , 
Nas soluções aguardadas , 
Nas palavras engasgadas , 
Nas cartas rasgadas , 
Nos recados deletados , 
Nos comunicados resetados , 
Nas noticias destruídas , 
Nas transmissões esquecidas , 
Esperando que alguém me encontre , 
E que corresponda e demonstre , 
Em um dia que jamais amanheceu , 
Em uma bondade que meu ser não conheceu , 
Lembrando apenas de um instante anterior , 
Esperando nesta viagem no eu interior " .  

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