quinta-feira, 24 de abril de 2014

No profundo entender poético de um amanhecer amaro

Acordei atrasado , 
O vestir amassado , 
Olhei ao redor , 
Nada estava melhor , 
Olhei o clima , 
Chovia acima , 
Agora já escureceu , 
Meu peito no amar pereceu , 
O vento me pediu calma , 
Enquanto o grito dela ecoava na alma , 
Meu momento foi por água abaixo , 
Desde o último momento que a vi , 
Permaneço pensativo e cabisbaixo , 
Tentando permanecer fiel ao que escrevi , 
Segredos revelados , 
Amores de amados , 
Tentei até voltar e romper com o destino , 
Mas seria pressa , ansiedade e desatino , 
Prefiro permanecer sofrendo , 
Ao acaso e a verdade me rendo , 
Sem insistir muito , 
É precioso cada minuto , 
Amo o fato de poder compartilhar , 
E este caminho torto e confuso trilhar , 
Sei o quanto perdi , 
No inferno ardi , 
E voltei para salvar , 
Fechei o buraco a cavar , 
Optei por continuar a viver , 
E com problemas conviver , 
Meus dias jamais mudaram , 
Foram as dificuldades que acabaram , 
Sempre há controvérsias em minha versão , 
Meu peito confuso e a desistir em aversão :

" Minha lágrima desce do firmamento , 
O que subiu antes como fumaça em cortina , 
Pro resto eu lamento , 
Quando vejo dela a retina , 
Venha e vamos fugir pro tempo dar cura , 
Cicatrizes e machucados que o segundo sutura , 
Que estou no caminho certo sinto pelo faro , 
No profundo entender poético de um amanhecer amaro " . 

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