Acordei atrasado ,
O vestir amassado ,
Olhei ao redor ,
Nada estava melhor ,
Olhei o clima ,
Chovia acima ,
Agora já escureceu ,
Meu peito no amar pereceu ,
O vento me pediu calma ,
Enquanto o grito dela ecoava na alma ,
Meu momento foi por água abaixo ,
Desde o último momento que a vi ,
Permaneço pensativo e cabisbaixo ,
Tentando permanecer fiel ao que escrevi ,
Segredos revelados ,
Amores de amados ,
Tentei até voltar e romper com o destino ,
Mas seria pressa , ansiedade e desatino ,
Prefiro permanecer sofrendo ,
Ao acaso e a verdade me rendo ,
Sem insistir muito ,
É precioso cada minuto ,
Amo o fato de poder compartilhar ,
E este caminho torto e confuso trilhar ,
Sei o quanto perdi ,
No inferno ardi ,
E voltei para salvar ,
Fechei o buraco a cavar ,
Optei por continuar a viver ,
E com problemas conviver ,
Meus dias jamais mudaram ,
Foram as dificuldades que acabaram ,
Sempre há controvérsias em minha versão ,
Meu peito confuso e a desistir em aversão :
" Minha lágrima desce do firmamento ,
O que subiu antes como fumaça em cortina ,
Pro resto eu lamento ,
Quando vejo dela a retina ,
Venha e vamos fugir pro tempo dar cura ,
Cicatrizes e machucados que o segundo sutura ,
Que estou no caminho certo sinto pelo faro ,
No profundo entender poético de um amanhecer amaro " .
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