quarta-feira, 30 de abril de 2014

Esperando a poeira baixar

Pensei em ouvir mais do que tenho tentado , 
Mas parece que falar se tornou um vicio , 
Pensei em estar mais satisfeito do que tenho me contentado , 
Mas me deixa cansado de verdade o diário oficio , 
Lembro de ter agido diferente , 
Mas o mundo mudou , 
E mudou também o caso referente , 
Perdido no que sou , 
Viajei o mar de sentimento em um minuto , 
Um beijo de adeus para selar o luto , 
Que já dura 6 anos , 
Longos dias insanos , 
Longas noites de cansaço , 
Por dentro o peito em mormaço ,
Desejando uma conversa refrescante ,
Ou um qualquer instante tocante ,
Mas o que sobrou e restou foi a distância ,
Foi marcante como uma lembrança de infância ,
E nenhum lugar é melhor sem sua representação ,
E de nunca mais te ver jamais será uma intenção , 
Em minha vida mural , irei tua foto encaixar ,
Nunca te esqueci , apenas esperando a poeira baixar .  

A fuga da conspiração

Mais um dia de trabalho , 
Sem errar ou dar falho , 
Tudo é um aprendizado ,
No entender maximinizado ,
Sol e frio ,
Um vazio ,
Posso ver o mundo de outro ângulo ,
Mas tudo me impede de evoluir ,
Obssessão , compulsão e preguiça , um triângulo ,
Que em meu interior insiste em diluir ,
Faz parte do que sou agora ,
Já tentei botar pra fora ,
Mas retorna depois de uma duração ,
E tudo volta a ser crítico ,
Já em meu sentir fiz uma apuração ,
Mas vai além de um decidir político ,
Não há democracia neste velho coração apaixonado ,
E meu ser para sarar parece ser mais demorado ,
Fui aos confins dos montes uivantes ,
Conheci os corpos mais tentadores e insinuantes ,
E hoje permaneço pensando por que sempre fraquejo ,
Um ser dominado por perder e se deixar levar pelo desejo ,
Pareço querer adiantar o fim ,
E nada melhora de certo modo pra mim ,
Dizem alguns que sou atrasado ,
Já deveria ter filhos e estar casado ,
Mas acredito ainda mesmo assim em perfeição ,
E aos sentimentos renovadores tenho afeição ,
Sei que demorei a perceber o que estava acontecendo ,  
Mas é aos poucos que chega a luz e o dia vai amanhecendo ,
Aprendi a deixar mais e levar menos ,
A curtir momentos calmos e amenos ,
A descer do topo e entender o perdedor ,
A suportar sofrimento , feridas e dor ,
A ver o lado do mais fraco ,
A olhar o dia de brilho opaco ,
Sinto falta de tudo ,
E ainda me iludo ,
Pensando que irá voltar ,
E poderemos algo juntos montar ,
Meus amigos deram certo ,
E da verdade estou perto ,
Pouco tempo falta para o real aparecer ,
E de ajuda a esta altura pouco irei de carecer ,
Sei do perigo , 
De fugir do abrigo , 
Mas existe algo além , 
Quer me conhecer também , 
Vejo nela uma inspiração , 
A fuga da conspiração . 

terça-feira, 29 de abril de 2014

O relógio e os ponteiros tentando despistar

Ouvindo um som proibido , 
Escrevendo com tom antigo , 
Pouco relatando a libido , 
Esperando um dia estar contigo , 
Vou ser o melhor amigo seu , 
Um ser diferente que te gosta , 
Um gosto bom que jamais conheceu , 
Se quer melhor , como ser me mostra , 
Eu pensei em dizer mais sentimentalidades , 
Mais está além de minhas possibilidades , 
Estou bem agora , 
Isto posso dizer , 
Botando pra fora , 
O que me fazia sofrer ,
Vejo como os ponteiros do relógio andaram ,
Quantas pilhas troquei , e quantas acabaram ,
Vi o sol vir e ir de um lado para o outro ,
Com o futuro tive várias vezes um encontro ,
Se quiser relembrar o passado te demonstro ,
Faz bem , e do futuro certo eu afasto o monstro ,
Penso onde deixei meu coração ,
Em qualquer festa ou comemoração ,
No estopim de bebedeiras ,
Do copo cheio descendo as corredeiras ,
Sem perceber que esta viagem faz mal ,
O mundo deixa de ser tão coloral ,
Mas de que agora estou no caminho certo é o sinal ,
Vejo borboletas e a paisagem floral ,
Um cenário de ética e moral ,
Do lado esquerdo do peito ouço um coral ,
É assim por que quero que o seja ,
Só vejo o que quero ver ,  
Não sei o que talvez você veja , 
Mas espero que leia meu escrever , 
Vou saindo pretendo lanchar a mesa , 
De mansinho , na saída a francesa , 
Tentando claramente te conquistar , 
O relógio e os ponteiros tentando despistar . 

Estranha missão

Encontrei um novo modo de ver , 
Que influência meu jeito de escrever , 
Que iria tudo mudar não pude prever , 
E em dizer sobre este relato estou a me atrever , 
Senti que deveria continuar meus escritos , 
Fazer o que posso para manter os ritos , 
Pouco sei quem lê , 
Nem sei quem é você , 
Mas espero que seja minha amada , 
Por ti permaneço pensando no nada , 
Refletindo a beira do despenhadeiro , 
Um vento e um som maneiro , 
Projetando imagens e lembranças , 
Aceitando divergências e mudanças ,
Tentando sobre esta tentação tomar providência ,
Parece fácil , mas hoje amar é fazer sem permissão ,
Prefiro cuidar do jardim , e seguir de deus a tendência ,
Talvez seja maior que eu , toda esta estranha missão .  

Pensador intuitivo entre o equilíbrio de uma balança


Um dia em que não fazer nada é costume , 
Meditando o quanto posso a beira do cume , 
O pensamento limpo e profundo , 
Um sentimento nobre e fecundo , 
Tentei dizer pro vento me levar , 
Mas veio a alma a me elevar , 
E pensei pouco em você , 
Um momento em não estar em sua mercê , 
Mas mesmo assim foi bom , 
E agora também ouvindo um som , 
Música para acalmar , 
Um efeito para os deuses da escrita chamar , 
Um doce ao ouvido para amar , 
Um peito aberto a te clamar ,
Um jeito novo de ver tudo , 
Um zé ninguém porém sortudo , 
Um tentar ver a vida de outro modo , 
E se vier algo ainda mais novo concordo , 
Vejo como antes ignorava e até chorava perante mudança , 
Mas agora sou pensador intuitivo entre o equilíbrio de uma balança . 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Meu ser perdido e em sua recordação tentando abrigar

Procurando a fonte de meus desejos , 
Lembranças de antigos beijos , 
Vejo o frio cortar o  corpo , 
Como qualquer persona das fábulas de esopo , 
Tentando da cadeia alimentar subir no topo , 
De teu coração buscando alcançar o escopo , 
Me perdendo nos vultos dos automóveis , 
Meus sentimentos observando imóveis , 
Vi o tempo correr e a hora passar , 
Com um cigarro a me aquecer em seu amassar , 
Tento encontrar onde perdi a duração ,
De tudo que engloba nossa relação ,
Minhas lembranças dizem para de você não esquecer , 
Talvez meu ser deve te cuidar , e nunca mais te merecer , 
Apenas tenho um maço e um isqueiro a me aquecer , 
Esperando algum sinal ou s.o.s a aparecer , 
Mas o único sinal é meu corpanzil , 
Tentando de todo modo se livrar do frio , 
O cardio barulhento como um fuzil , 
E meu ser perdido de pensamento vazio , 
A noite me ensina a ser dono do silêncio , 
E a ouvir música para manter o atêncio , 
Fumar para me manter em calma , 
Servir para engrandecer a alma , 
E ser eu mesmo a maior parte marcada na eternidade , 
Para ser mais certo e perfeito em qualquer habilidade , 
É tanto som que não quero escutar , 
Que ouço uma canção para a tensão ocultar ,
Momentos e instantes tentando fugir de te negar ,
Meu ser perdido e em sua recordação tentando abrigar .  

Na curta duração da ocasião oportuna de amar

Hoje não pensei em nada ,
Uma vontade de escrever danada ,
Lembrei de um fim de semana solitário ,
Sem conseguir entender o totalitário ,
Sei que foi demais saber do futuro ,
O pior é ir contra e se meter em apuro ,
Mas a recordação de você é muito forte ,
Conto com minha intuição e um pouco de sorte ,
E um cigarro qualquer ,
Ou qualquer desejo que minha mente precisa ,
E muita dedicação requer ,
Mesmo confuso , esquecido e com a cabeça indecisa ,
Os barulhos dos carros me chama a atenção ,
E de te encontrar permaneço na intenção ,
Os ventos frios do sul veem me alertar ,
E meu coração o passado vem consertar ,
E em um dia discreto pretendo continuar , 
Saber mais sobre o anoitecer e seu luar , 
Os sons vem de todos os lados ,
Pensamentos vivos e alados ,
Vagando por dentre o espaço vazio ,
Em meio a becos e vãos com frio ,
Percebo que existe outra realidade ,
Além de minha percepção de qualidade ,
Vejo como faltei aos dias que achei devido ,
Um lado esquerdo do peito todo consumido ,
O céu obscuro e perdido ,
Um sentir isolado e ardido ,
Uma resistência que me procura ,
Em meio ao pós chuva em secura ,
Lembro de dias vagando sem motivo ,
Por ordem da promessa do ser nocivo ,
Um passado que tento esquecer ,
Um momento que nunca mais foi amanhecer ,
Um instante que insiste em dizer sobre nós ,
Um qualquer tempo a sós  ,
Nunca desisti , só parei de declamar ,
Na curta duração da ocasião oportuna de amar . 

sábado, 26 de abril de 2014

Revolta do frio de outono

Uma chuva acompanha meu interior , 
Que chora sobre uma tal vez anterior , 
Vejo os dias passarem , 
Os ponteiros se cansarem , 
E nada de você aparecer , 
E meu ser de sentimento carecer , 
Saudade , falta e perdição , 
Um coração em contradição , 
Jamais a escolha tenho pra voltar , 
E a solidão o meu peito a escoltar , 
Neste dia em que brigo com o sono , 
Percebo a revolta do frio de outono :

" Ouço um pouco de música , 
Para me acalmar só resta esta única , 
Amo os dias em que a vi , 
E em sonhos estes instantes revivi , 
E em delírio e miragem reavi , 
E por alguns segundos em paz convivi , 
Mas quando é melhor , é estar perto da realidade , 
Me distancio do pior , e vivo mais próximo da qualidade , 
Neste escuro quarto vazio , 
Em meio ao temporal e ao frio , 
Convivo sozinho e em mono , 
Nesta revolta do frio de outono " . 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Viva em constante alegria e de coração aberto

Seria errado ir átras agora , 
Mas esta ideia meu namora , 
Uma vontade de se jogar e ir embora , 
Sempre tudo é mais fácil visto de fora , 
Mas quando estou frente a frente com o problema , 
E no peito seu nome aparece como emblema , 
Tenho de encarar os fatos , 
E consumar meus atos , 
Seguir o coração de antemão em acato , 
E seguir com o do destino o trato , 
Mais nada pode ser feito sem pensar , 
E no futuro deus vai me recompensar , 
Tentei mudar por conta própria , 
Mas apenas virei como do sistema uma cópia , 
Já é tão diferente fazer o certo , 
Para quê inovar ? ,
Do céu estar ao lado e perto ,
E aos anjos louvar ,
Concluir todo o meu trabalho ,
Pro plano não sair falho ,
Vejo tudo como um esquema ,
Com cuidado em dezena ,
E tentar continuar é meu lema ,
E a ser feliz o mundo me condena ,
Ao lado do lá de cima nada tema ,
E a viagem ao céu vai ser amena :

" Deus veio me visitar em sonho e ele disse :
Tenho um trabalho e tinha de lhe dizer antes que partisse ,
Vá seja pobre , condenado e da baixa camada ,
Pois encontrará a riqueza de ter um dia tua amada ,
Que o vento seja tua cidadela ,
Antes de te encontrar com ela ,
Que a nuvem seja tua sombra ,
Para fugir da solidão que o assombra ,
Que o sol seja te calor , 
Para dar a sua amada o devido valor , 
Que a chuva seja tua companhia quando chegar a lacrimejar , 
Para que no dia limpo , algo conseguir , na estrela cadente a desejar , 
Que eu seja teu companheiro , 
Para sentir como um amigo por inteiro ,
E que o teu amor chegue logo mas no tempo certo ,
Viva em constante alegria e de coração aberto " . 

No profundo entender poético de um amanhecer amaro

Acordei atrasado , 
O vestir amassado , 
Olhei ao redor , 
Nada estava melhor , 
Olhei o clima , 
Chovia acima , 
Agora já escureceu , 
Meu peito no amar pereceu , 
O vento me pediu calma , 
Enquanto o grito dela ecoava na alma , 
Meu momento foi por água abaixo , 
Desde o último momento que a vi , 
Permaneço pensativo e cabisbaixo , 
Tentando permanecer fiel ao que escrevi , 
Segredos revelados , 
Amores de amados , 
Tentei até voltar e romper com o destino , 
Mas seria pressa , ansiedade e desatino , 
Prefiro permanecer sofrendo , 
Ao acaso e a verdade me rendo , 
Sem insistir muito , 
É precioso cada minuto , 
Amo o fato de poder compartilhar , 
E este caminho torto e confuso trilhar , 
Sei o quanto perdi , 
No inferno ardi , 
E voltei para salvar , 
Fechei o buraco a cavar , 
Optei por continuar a viver , 
E com problemas conviver , 
Meus dias jamais mudaram , 
Foram as dificuldades que acabaram , 
Sempre há controvérsias em minha versão , 
Meu peito confuso e a desistir em aversão :

" Minha lágrima desce do firmamento , 
O que subiu antes como fumaça em cortina , 
Pro resto eu lamento , 
Quando vejo dela a retina , 
Venha e vamos fugir pro tempo dar cura , 
Cicatrizes e machucados que o segundo sutura , 
Que estou no caminho certo sinto pelo faro , 
No profundo entender poético de um amanhecer amaro " . 

Juntos sumindo na neblina do oceano

Neste temporal de outono , 
A mente briga com o sono , 
Para mais uma noite te escrever , 
Para imaginar você ler e ver , 
Olho o relógio ,
Um brilho no olhar pirofórico ,
Um efeito lógico ,
Um peito tóxico ,
Que insiste em te amar ,  
Me perder até sumir na neblina do mar , 
Sinto seu cheiro de longe , 
Cheia a cabeça de elogio e lisonje , 
Pensei em te conquistar , 
E um novo rumo administrar , 
Existir em algum lugar junto contigo , 
Um sentimento novo , com o encanto antigo , 
Faço deste solo marcas de meu sentimento , 
Suas caricias e carinhos , meu alimento e mantimento ,
A verdade existe , quando digo ela , 
Minha paixão persiste , nesta estranha cela , 
Um vontade de te ter daquela , 
Um sentir por uma doce e bela , 
Vejo um futuro longo , para nós , 
Qualquer momento em conjunto e a sós , 
Amo saber que está perto , 
E no lado esquerdo o bater é certo , 
Um ser evoluído com toque mediano , 
Juntos sumindo na neblina do oceano . 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Convivo esperando a garota única

Um grito na alma , 
Um trago me acalma , 
Vi o sol vir , 
Vi o sol ir , 
A noite chega e aquieta o coração , 
Em meu peito se abranda a comemoração , 
Uma vespertina bela e adocicada , 
E eu a procura de minha amada , 
Vejo como estou perdido , 
No lado esquerdo um fervor ardido , 
As idéias somem e só existe ela ,
Ou diria você ? , 
Seria uma ilusão doce e bela , 
Sem saber se meus textos ela lê . . .  ,
Ouvi o som de sua voz nesta tarde ,
E meu sentimento dá o alarde ,
Sinto várias vontades ,
Mas não são de minhas verdades ,
Penso em ir usar um cigarro uma droga qualquer ,
Mas sou do bem , e isso não é o que deus quer ,
Vou seguindo meu caminho ,
Com o firmamento e nunca sozinho ,
Ouço qualquer tipo de música , 
Mas convivo esperando a garota única . 

Um tabagista em seu desejo naturalmente

A noite cai sobre meu coração , 
Fiz do tabaco uma exoneração , 
Meus níveis devem estar altos de nicotina , 
E a fumaça sobe pelas mãos em forma de cortina , 
Não vivo sem meu fumo , 
Pelo menos uma poção consumo , 
É um ritual , 
Meio virtual , 
Um vicio no gosto , 
Que de trago em trago demonstro , 
Vejo as cinzas pelo chão , 
Um faniquito ou um comichão , 
Já tentei namorar , 
Mas não consegui parar , 
Beber águas , chiclete especial e remédios ,
Nada adiantou ,
Comecei para fugir dos frequentes tédios ,
Mas nem sei onde estou ,  
É maior a vontade do que se alimentar , 
E mesmo já fumando na vontade pouco há contentar , 
É difícil parar com esta frequente na mente , 
Um tabagista em seu desejo naturalmente . 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dias e noites pensando no fim

Tentei enxergar o céu , 
Nuvens demais no firmamento , 
Perdido ao léu , 
Nem sei do que é cada momento , 
Amei uma pessoa antes ,
Uma paixão em montes distantes ,
Levei um tempo pra perceber ,
O abandono de ambas as partes ,
Agora que fui o ato conceber ,
Quase faço parte do hall dos mártires ,
O que me salva é uma qualquer ocupação ,
E as vezes escrever para acalmar o coração ,
Muitos momentos sem ela ,
Uma abstinência daquela ,  
Um verdadeiro amor perdido no passado , 
Um peito por tentar acabou avassalado , 
O que restou foi o prazer , 
Mais um dia se escondendo no afazer , 
E tentando encontrar a outra metade da laranja , 
Ou algum estudo que suprima o sentimento que se abranja ,
Mas deus quer assim ,
Pelo menos pra mim ,
Que ao exílio eu diga sim ,
Dias e noites pensando no fim .  

Agarrado ao instante e ao momento que pouco espera

O sol deu uma trégua , 
Um dia torto precisando de uma régua , 
Meu ser a este mormaço se entrega , 
E até o navegar o vento me carrega , 
Ouvi a nuvem conversar , 
E meu peito nesta tarde a versar , 
Percebi que estava sozinho , 
Mas sem me desviar do meu caminho , 
Desejando um qualquer carinho , 
Parece mais verde o gramado do vizinho , 
Olhei o relógio , 
A hora não queria correr , 
Pensei o lógico , 
O tempo só me faz sofrer :

" Nos becos da mente , 
Existe um ser doente , 
Tentando pensar na melhora , 
Sendo exigente no agora , 
O meu mundo desmorona , 
Um doentio a outro telefona , 
Neurônios insanos , 
Na cura houve afanos , 
Preso nesta ideia de uma antiga paquera , 
Agarrado ao instante e ao momento que pouco espera " . 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

No vendaval de uma prece

Lembro de minha cidade natal , 
Besteiras , roubadas , coisa e tal ,
Das brigas sem motivo ,
De perder a noção ,  
Causando sentimento nocivo , 
E descobrir a emoção :

" Nos altos montes , 
De noites quentes , 
Sentimentos distantes , 
Fazendo repentes , 
Vejo o sentir fluir , 
Embebido em amor , 
Em mim a sentimentalidade a diluir , 
Me dou mais valor , 
Mas creio no que está acima ,
Naquele leve vento que intima ,
Meu ser permanece e cresce , 
No vendaval de uma prece " .   

Noites brilhantes e obscuras com a lua

Esqueci de você hoje , 
De te reconquistar longe , 
Lembrei agora ao me plugar , 
Parece que anda sumindo nosso lugar , 
Me recordei do teu cheiro no edredom , 
Para ir átras perdi a coragem e o dom , 
Parece que nada é tão melhor que nós , 
Mas ainda sei dos instantes a sós , 
Olho o horizonte a escurecer , 
Um dia que jamais quer amanhecer , 
Um momento que não quer mudar , 
Um pensamento que tenta mas pouco consegue ajudar , 
Em semblantes permaneço a me afundar , 
E em te amar pretendo aprofundar ,
Quero você e mais ninguém ,
Poder curtir e ir além :

" O monte silvestre , 
De lugar campestre , 
Encontro a paz , 
Tudo o que quero pra mim , 
Do jeito que só você faz , 
Sei que não é o fim , 
Mas parece , 
E carece , 
E vejo de que do mesmo modo tudo continua , 
Noites brilhantes e obscuras com a lua " . 

domingo, 20 de abril de 2014

Amante inexplicável de pensamentos amenos

O céu calor alaranjado , 
Todo escuro , brilhante e rajado , 
O firmamento chora aos poucos , 
A lua sumiu , também os seus loucos ,
Sobrou eu e a tela iluminada , 
Andando na baixa camada , 
A omissão em encontrar um rosto familiar , 
De longe parece , mas é só de preliminar , 
Quando chega perto a decepção , 
Terminamos , foi apenas uma opção , 
Podemos retornar , 
E o problema contornar , 
E de novo um casal se tornar ,
E todo o passado de solidão estornar ,
Unidos por um mesmo propósito ,
Abandonar das cicatrizes o depósito ,
Já vi muitas e exageradas mulheres ,
Mas estarei a sua espera se realmente vieres ,
Te espero na segunda estrela a direita ,
De peito aberto , preparado e a espreita ,
Escondido e ardil , 
A te procurar hábil , 
Vivo perdendo , se estou contigo perco menos , 
Teu amante inexplicável de pensamentos amenos .

Marcas de sentimentalidade naquele um mês

Me recordo do primeiro encontro , 
Pela sede de paixão parecia outro , 
Aquele chafariz , 
Naquele momento o que disse , 
Pra mim baixou o nariz , 
E foi mais longe sem que eu pedisse , 
Amei teu jeito de me seduzir , 
Naquele instante chave a me conduzir , 
Vi o amor em seu olhar , 
A água da fonte a me molhar , 
Um beijo tímido e sedento , 
Um energia pairava como o vento , 
Uma noite em que estrelas brilhavam como nunca , 
Estava mais jovem e sem a devida dor na nuca , 
Meus amigos cada um com sua amada , 
Garotas boas de vida e nós da baixa camada , 
Mas mesmo assim foram mágicos , 
Momentos e instantes nostálgicos ,
As ruas vazias , 
Mas nossos corações lotados , 
Sem entrar em frias , 
De amar acabados , 
Vi tudo passar sendo ao tempo cortês , 
Marcas de sentimentalidade naquele um mês . 

A memória insiste em te apagar de minha eternidade

Surgiu em tempos antigos , 
Muito mais tempo que meus artigos , 
Hoje uma lenda em meu peito , 
Me faz uma vida com pouco direito , 
Sinto que está por perto , 
Senão nada sairia tão certo , 
Queria apenas provar do seu beijo , 
Sem isto , meu lábio permanece aleijo , 
Um passado de memórias , 
De grandes histórias , 
Desejos profundos , 
Almejos fecundos , 
Um dia hei de te encontrar , 
E em sua realidade hei de penetrar , 
Por enquanto estou fazendo figa , 
E quando quiser voltar por favor me diga , 
Se estiver longe me liga , 
Talvez a união se consiga , 
Temos tudo para estar juntos , 
Formando mais um de belos conjuntos , 
Queria lembrar de você por pura sanidade , 
A memória insiste em te apagar de minha eternidade . 

A falta e a saudade em formatos inveterados e verdadeiros

Pensei em te dizer , 
Sobre coisas do coração , 
Estou embebido em prazer , 
Em festa e comemoração , 
Alguma paquera , 
Mas nada sério ,
Meu ser te espera ,
E você mistério ,
Lembro do teu cheiro toda manhã ,
De todo o seu material sou fã ,
Um pouco louco mas de consciência pura ,
O mesmo ser humano mas de diferente cultura ,
Meu pensamento pede pra te encontrar ,
Um sentimento que só pra você posso demonstrar ,
Uma emoção inexplicável ,
Por você renovável ,
Lembro de tempos infantis ,
Longe de tentações mercantis ,
Tudo se resolvia em uma brincadeira ,
Que fazia minha sentimentalidade por inteira ,
Mas tudo passa como do relógio os ponteiros ,
A falta e a saudade em formatos inveterados e verdadeiros .  

Um ser interplanetário procurando seu lugar interespacial

Vejo o pouco de sentimento que ainda restou ,
Sei o que sinto , mas não sei onde estou ,
Vim de lá de cima ,
Uma ideia que intima ,
Parece que há outra morada ,
Bate forte a peitoril colorada ,
Meu ser tenta encontrar a verdade ,
Por detrás de tanta vaidade ,
Quero pro futuro ter coragem ,
Ser mais do que apenas uma imagem ,
Vejo como os outros agem ,
E não sou desta linhagem ,
Já tenho muito segredo para ser misterioso ,
Meu cérebro das incógnitas é um mito ,
Livre , em liberdade e sem conceito criterioso ,
Talvez eu seja diferente , eu admito :

" O céu se movimenta mais rápido que a mim , 
Tudo que faço de diferente parece o fim , 
Acordo com vontade de dormir mais , 
E demoro dormir , estando cansado demais , 
Entre o céu e a terra há mistérios exagerados , 
Como comida , mas são meus sentimentos que estão famigerados , 
Lembro apenas o que é bom , 
E a felicidade é completa ao ouvir um som ,
E ainda tenho certo desejo e intuição emocional ,
Um ser interplanetário procurando seu lugar interespacial " .    

Pensamentos fulminantes de uma tarde de outono

Ouvindo seu som , 
Deixa meu escrever no tom , 
Vejo outros rostos , 
E não encontro o teu , 
Enfrentando monstros , 
De um dia que jamais amanheceu , 
Vi o sol vim iluminar , 
Mas foi ainda pouco ,
Pensando na preliminar , 
No ato de ser um louco , 
Tento encontrar sentido , 
Para este coração vendido ,
Longe de capitalismo e efeito comercial ,
Meu ser ainda acredita em sentimento oficial :

" A luz do sol ilumina meu cardio , 
Meu peito cheio de luz em qualquer música de rádio , 
Percebo que posso mais pelo próximo , 
E de cuidar bem , cuido ótimo , 
O silêncio é o ponto de equilíbrio , 
Como em um vendaval de inverno um lírio , 
Para criar esquecendo o que é sono , 
Pensamentos fulminantes de uma tarde de outono " . 

Descrevendo espaços de tempo por meio de amores distantes

Hoje é um dia como outro , 
Em meus sonhos , 
Com a felicidade tive um encontro , 
Momentos risonhos , 
Vi o sol iluminar o meu caminho , 
Com deus já não ando mais sozinho , 
Ando flutuando como um passarinho , 
Saindo ou de volta ao ninho , 
Os carros e as pessoas com roupas bonitas , 
Almas distraídas em sua forma de serem benditas , 
Olho o relógio interno , 
E está acabando o inverno , 
O gelo começa a escorrer de meu coração , 
No fundo do peito rege uma oração , 
Que diz sobre amar o próximo , 
Sobre ser bom , e melhor ainda ótimo , 
Vejo o vento soprar na medida , 
E minha imagem plugada sendo vendida ,
Mas nada como escrever o que sinto ,
Moreno pardo do cabelo tinto ,
Loira bonita do cabelo oxigenado ,
De corpo e vozerio afinado ,
Um dia irei te ver , 
Não há como prever , 
Apenas acreditar no retorno , 
Em um momento equilibrado e morno , 
Os instantes talvez nunca retornem a ser como antes , 
Descrevendo espaços de tempo por meio de amores distantes . 

sábado, 19 de abril de 2014

Os homens são todos iguais

Todo o homem é um tanto romântico ,
Fazem do falar um cântico , 
Cada um com seu jeito ,
Honram aquilo que bate ao peito , 
Os corações nunca batem todos no mesmo ritmo , 
Mas tudo é um segredo do deus de cada um em seu íntimo ,
Vejo tudo acontecer de uma forma até positiva ,
E em tudo há como fazer uma manobra evasiva ,
De todo o modo há condição ,
E por amar tenho predileção ,
Já vi tudo ruir por negar amar , 
E procuro nem sempre atender ao chamar , 
Tudo em um equilíbrio médio , 
Mais um modo de fugir do tédio , 
Para ficar um mistério á mais , 
Os homens são todos iguais . 

Dias de saudade em um plano de fundo de vespertina

Vi sua foto ao navegar , 
Teu topo irei galgar , 
A palavra na garganta engasgada , 
Fico pensando até de madrugada , 
Lembrei do teu cheiro e do gosto do seu beijo , 
Eu doce você salgada , uma mistura de goiabada e queijo , 
Tentei encontrar um meio de te conquistar , 
Quero saber se tem um carinho ou uma caricia pra me emprestar ? , 
Romântico sim , insistente jamais , 
A cada dia com calma te quero ainda mais , 
Sei que só do jeito que quer você faz , 
Me torna teu conquistador através da paz , 
Percebi que tudo posso quando respeito , 
E honro e sinto o que bate ao lado esquerdo do peito , 
Descobri teu jeito , 
E o amor está feito , 
Pensamentos de sentir em uma fumaça em cortina , 
Dias de saudade em um plano de fundo de vespertina . 

Profundo infinito na irremediável solução

Numa noite em que o divertimento toma conta , 
Pouco consigo disfarçar o sentimento que me desaponta , 
Um amor , uma luta e um ideal , 
Perdi a noção do que é real , 
Vi meu passado voltar como um tornado , 
E eu sem saber no que tenho me tornado , 
Um vendaval de ilusão , 
No peito fiz uma revisão , 
E percebi que tenho sintomas de saudade , 
Todo o sentimento perdeu toda a validade , 
A falta é maior que tudo , 
Se negar ou omitir me iludo , 
Vejo meus atos sem qualquer perspectiva , 
E mantenho minha mente ocupada e ativa , 
Meu ser perdeu todo o sentido , 
Guardei pra você tudo que está contido , 
Vou até a rodoviária pegar do amor a condução , 
Profundo infinito na irremediável solução .

Reaprendendo a arte da liberdade de amar

Mais um dia o céu nublado vem me visitar , 
O tempo a pensar vem me convidar , 
Quero este amor não posso exitar , 
E distribuindo sentir estou aberto a revidar , 
Vejo o sol sumir logo pela manhã , 
Pobre , louco , poeta e de mente sã , 
Ouvi rumores sobre nossa volta , 
O bem e o valor me escolta , 
Sinto que o vento me envolve e me cuida , 
Tenho amigos e também preciso de ajuda , 
Mas ultimamente sem ela me percebo sozinho , 
E parece mais verde o gramado do vizinho ,
O destino continua a permear meus sonhos , 
E me pego ás vezes solitário em atos risonhos , 
Vi grandes impérios romperem , 
E altos seres se perderem , 
E vi o meu amor sumir na neblina do mar , 
Reaprendendo a arte da liberdade de amar .