Tentando fazer uma rima ,
Mas a amnesia me intima ,
Meus dedos estão lentos ,
E meu sentimentos ,
Precisando de acalentos ,
Busco contentos ,
Mas só encontro solidão ,
Me pego rindo sozinho ,
Nesta felicidade em imensidão ,
Me perdendo no caminho ,
Vendo o tempo passar ,
E meu peito se amassar ,
Percebo a escuridão em meu torno ,
Meu corpo ferve como um forno ,
Minha áurea queima como vela ,
E tenho saudade de minha bela ,
Seu cheiro e seu semblante ,
É só o que me resta ,
Preso no encontro um um determinado instante ,
Do peito a orquestra ,
Já tentei ir além ,
Mas não encontrei ninguém ,
Talvez seja este o ensinamento da vida ,
Ficar velho e perceber que tudo foi bom ,
Estou sossegado mas ás vezes a morte me convida ,
A me acompanhar e a escrever ouvindo um som ,
Já vi muitas coisas ruins ,
Sobre desastres e afins ,
Mas agora só quero repousar ,
Tentando fazer o sentir pausar .
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