Te encontro no ponto de ônibus ou no banco da praça ,
Te vejo em todos os rostos , sou o único de minha raça ,
Parece que tudo vem de uma vez ,
Muito sofrimento pra pouco prazer ,
Tentei te fisgar no último mês ,
Já não sei mais o que fazer ,
Outros corpos me convidam mas , não é você ,
Sobre o passado os ventos revidam , a sua mercê ,
Vejo a chuva e ela não diz : " Venha se banhar em mim " ,
Eu vejo a tempestade e ela diz " Olá , é o fim " ,
Meu coração vem conversar e contar sobre sentimentos ,
Ele diz pra ouvir mais e prestar a atenção na tonalidade dos ventos ,
Eu percebo como o tempo passou ligeiro ,
E como o arenoso se passa rasteiro ,
Nada como escrever pra aliviar ,
Nada como andar pra aprender a desviar ,
Percepto um cheiro bom ,
Ouvindo qualquer som ,
Não é você mas me faz bem ,
Deve ser feita pra outro certo alguém ,
Tão pouco quero me envolver ,
Apenas o que me deu devolver ,
Um sentimento puro ,
Do bem eu apuro ,
Venha quando estiver certa ,
Confesso que o instante me aperta ,
Tentando retornar para consertar ,
Confuso ouvindo do cardio o concertar .
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