quarta-feira, 26 de março de 2014

Confuso ouvindo do cardio o concertar

Te encontro no ponto de ônibus ou no banco da praça , 
Te vejo em todos os rostos , sou o único de minha raça , 
Parece que tudo vem de uma vez , 
Muito sofrimento pra pouco prazer , 
Tentei te fisgar no último mês , 
Já não sei mais o que fazer , 
Outros corpos me convidam mas , não é você , 
Sobre o passado os ventos revidam , a sua mercê , 
Vejo a chuva e ela não diz : " Venha se banhar em mim " , 
Eu vejo a tempestade e ela diz " Olá , é o fim " , 
Meu coração vem conversar e contar sobre sentimentos , 
Ele diz pra ouvir mais e prestar a atenção na tonalidade dos ventos , 
Eu percebo como o tempo passou ligeiro , 
E como o arenoso se passa rasteiro , 
Nada como escrever pra aliviar , 
Nada como andar pra aprender a desviar , 
Percepto um cheiro bom , 
Ouvindo qualquer som , 
Não é você mas me faz bem , 
Deve ser feita pra outro certo alguém , 
Tão pouco quero me envolver , 
Apenas o que me deu devolver , 
Um sentimento puro , 
Do bem eu apuro , 
Venha quando estiver certa , 
Confesso que o instante me aperta , 
Tentando retornar para consertar , 
Confuso ouvindo do cardio o concertar . 

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