quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sobre as nuvens que saem de minha mão eu me deito

Discorrendo em um dia quente , 
A noite cai e também meu ser doente , 
Tentando me curar dos males da moral , 
Meu coração grita e berra como a um coral , 
Preciso de cigarros para continuar na calma , 
Por dentro quer fugir esta pobre alma , 
Preferindo que o mundo fosse mais calado , 
Nesta vespertina o que impera é o pecado , 
Levei muito tempo para perceber meu defeito , 
Hoje consigo olhar o universo com mais respeito , 
Longe de querer atingir algum rótulo ou conceito , 
Mas se for elogio ou critica construtiva aceito , 
De repente acordei e tinha barba , 
E se eu vacilar o peso do mundo em mim desaba ,
Tento manter a minha personalidade ,
Ser correto e acertivo é mais convincente , 
As ilusões me afastam da qualidade , 
É difícil , mas tento manter ser decente , 
Até por que tenho isto na educação , 
E não quero meu título de poeta em cassação , 
Tenho uma honra a limpar , 
E meu talento que é ímpar , 
Desejo encontrar alguém , especial e perfeito , 
Sobre as nuvens que saem de minha mão eu me deito  .

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