O clarão sem qualquer nuvem de algodão ,
Provoca uma iluminação por toda terra e sua imensidão ,
Vem a mim como a luz em minha ideia ,
Fazendo em meu ser da imaginação a estréia ,
Como se fosse tudo inédito ,
Agindo de modo ousado e intrépido ,
Chego aonde quero ,
Suprimi o que espero ,
Faz de mim um servo e um monsenhor ,
Mas ainda respeito do céu o senhor ,
Em meio a todo dia a dia ,
Penso na vivência sadia ,
Buscando encontrar onde está ela ,
Aquela doce , linda e bela ,
Mas só encontro um grande vazio ,
Por fora calor , mas no coração o frio ,
Tentando achar um modo de chamar a atenção ,
A tudo que é do mal fazendo retenção ,
Deixei as lutas para me dedicar a expressão ,
E ignoro e me desvio de qualquer ato de pressão ,
Tento ser comedido ,
Do passado arrependido ,
É uma reação ao destino ,
Pois tenho um predestino ,
Sei como o mundo gira ,
E o sol todo se vira ,
Mas nada sou sem teu carinho ,
Rodeado de pessoas me sinto sozinho ,
Procurando onde está meu caminho ,
Parece que é mais verde o gramado do vizinho ,
Mas tenho uma certeza ,
Que em minha dúvida e sua beleza ,
Estaremos juntos em algum momento ,
Mesmo pensando em lamento ,
Espero um dia merecer o firmamento ,
Com sentires expostos produzindo ornamentos .
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