O céu anuncia o frio ,
Um cinza de desvario ,
Me faz compania a solidão ,
Nesta sozinha sensação ,
De mesmo com várias pessoas ao redor ,
Me sinto sozinho e nada me fará me sentir melhor ,
Pois sei que como o vento o viver é passageiro ,
E eu várias vezes tentei me render por inteiro ,
Abraçando o fim parando de sofrer ,
Mas ainda havia algo que eu tinha de fazer ,
Transcrever meu sentimento ,
Pelo menos aliviar o tormento ,
E no anestesico fazer do mal - estar um esturre ,
Toda a angústia de como um monstro escondido em uma torre ,
Que vive procurando um modo de se refugiar ,
Que dias e mais dias de seus olhos lágrimas a gotejar ,
Gorjeando a sinfonia do final ,
Tentando dar a estes sentires nominal ,
Mas é algo além da compreenssão da razão ,
É como uma selvagem manada de alazão ,
Pronta pra destruir qualquer vilarejo ,
Que não o deixe se enganar pelo gracejo ,
Mas tenta me dominar ás vezes ,
E me faz dor e sofrer nos últimos meses ,
E na crença do amor tento sarar ,
Mas cada vez mais esta represa está a se desfazer e desmoronar ,
Quanto mais tento melhorar mas eu estou a ferir alguém ,
E queria que houvesse alguém a perceber isto também ,
Mas é inévitável ,
E perder é rentável ,
Então prefiro me iludir com minha escuridão ,
Fazendo ao céu uma pequena oração :
" Apenas queria que todos se sentissem bem ao mesmo instante ,
Sei que é um pedido que talvez tão pouco resolva o bastante ,
Mas apenas quero paz com meu sentimento ,
E fazer de minha morada em um exilado convento . "
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