sexta-feira, 3 de junho de 2011

Choração .

Chorei por que sei ,
As coisas ruins que pensei ,
Onde um ser humano jamais consegue estar ,
Onde há os sentimentos que guardo ,
E que jamais darei ou irei emprestar ,
Pois para os segurar está sendo árduo ,
Prefiro me consumir em choro e desgosto ,
Do que na vingança querer que os outros provem o gosto ,
Prefiro viver nesta batalha interna ,
Do que fazer sofrer minha mãe terra ,
Ou até mesmo minha unidade materna ,
O vento , o frio e o choro enterra ,
Me fazendo continuar ,
E me perder em verso no luar ,
Perder um pouco de pensamento pro teclado ,
Procurando encontrar algum bem amado ,
Mas o que encontro é meu eu obscuro ,
Um ser que quer dominar o futuro ,
Mas que tão pouco se auto controla ,
Que em noites de dormir meu sono assola ,
O que me resta é orar ,
Em um insistente chorar :

" As janelas escuras refletem a luz dos carros ,
Sombras e risos tirando o máximo de sarros ,
Apenas eu e o velho caderno ,
Tentando resolver este problema interno ,
De querer e tão pouco conseguir ,
De mesmo sem estar bem prosseguir ,
O telhado e seus gatos da metropole ,
Ensinam desde cedo a vaguear sua prole ,
Barulho , bagunça e sujeira ,
A cabeça trabalha como pedreira ,
A alma canta versos continuamente ,
E o coração átras do amor pertinente ,
Talvez sempre foi assim desde a minha criação ,
Um ser que se resume em uma contínua choração . "

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