quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desamparado .

Em uma tarde fria de agosto ,
Meu sentimento fora do posto ,
Paira por todo lugar sem dono ,
Se tornou móbido e monótono ,
Nada parece me animar ,
Nada parece me intimar .

Um vazio por dentro ,
E no peito no centro ,
Algo arde em grande intensidade ,
Á procura de uma paixão ,
Que me devolva a autenticidade ,
E me tire deste viver caixão .

Perdido , confuso e abandonado ,
Um garoto estranho e desamparado .

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