Aqui dentro faz frio ,
Por todo o corpo o calafrio ,
Percorre toda a extensão ,
Provocando estranha sensação ,
De que ficarei preso eternamente ,
Enclausurado aqui internamente .
Neste estado permanente ,
subordinado e inerente ,
A que estou em cela ,
Rezando como em capela ,
Rogando pra algo me salvar ,
Com a impressão que tenho de voar . . .
Vejo uma luz no final ,
Que aparece por um canal ,
Solto minhas asas ao vento ,
Fazendo meu mundo funcionar como um catavento ,
Estou liberto deste casulo muleta ,
Vou para longe como uma borboleta .
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