Na direção contrária ,
Tropeçando , mastigando seco ,
Uma situação hilária ,
Afasta-me deste ritmo lento ,
Mas , jamais termina ,
A imagem daquela menina .
Sempre volto a estaca zero ,
Depois de cada luar ,
Sempre vem o sol amarelo ,
Para fazer continuar .
Penso no que passou ,
Em cada parte do que sou ,
Cada caco espalhado neste piso ,
Me sinto vitorioso ,
Um tímido sorriso ,
Um mérito honroso .
O futuro vem de encontro ,
Os erros provêm de um monstro ,
Os deslizes do passado ,
Os segredos que têm vazado .
Na estatística sou apenas um ,
Uma vida comum ,
Em seu estado metódico ,
As peculiaridades de um arquiacólito .
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