Por favor ,
Não vá agora ,
É tanta dor ,
Ires embora .
Aqui ,
Já não há ninguém ,
Daqui ,
Não sobrou um alguém .
Nesta noite de verão ,
Pós pandemia ,
Sinto a sensação ,
Que nada tem valia .
Os cartazes em paredes ,
Espalhados pela cidade ,
Acumulam pessoas em redes ,
Um contrário a saudade .
As velhas esquinas ,
Com mulheres de saias ,
São apenas meninas ,
Evitando algumas vaias .
Os barulhos dos automóveis ,
Pela avenida ,
Balançam os imóveis ,
Por toda vida .
Existem várias histórias ,
Contos deste barulhento gigante ,
Muitas são as memórias ,
Crônicas da cidade grande .
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