terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Algo que restou de mim

Vinte oito de fevereiro , 
De dois mil e vinte quatro , 
O vento noturno e certeiro , 
Brisa-me no quarto , 
Posso sentir o semear de uma chuva , 
Uma tempestade , 
Assim como vinho é de uva , 
Já é tarde , 
Talvez demais , 
Nas quais , 
Nasci com muita vontade de mudar , 
Mas um dia o barco veio a afundar , 
A me desconstruir , 
A escuridão pôs-se a vir , 
E tudo ruiu , 
A vontade sumiu ,
A verdade é uma crítica de um comentário em rede social , 
Qualquer coisa que desperta prazer se tornou algo real e oficial . 
Esgotado mentalmente , 
Dominado pelo inconsciente , 
Coletivo e individual ,
Contaminado pelo cansaço , 
Minha atitude é informal , 
Neste mundo de concreto e aço .
E tudo ficou assim , 
Tento dizer menos não do que sim , 
Convivendo com o fim , 
Algo que restou de mim .

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