Vinte oito de fevereiro ,
De dois mil e vinte quatro ,
O vento noturno e certeiro ,
Brisa-me no quarto ,
Posso sentir o semear de uma chuva ,
Uma tempestade ,
Assim como vinho é de uva ,
Já é tarde ,
Talvez demais ,
Nas quais ,
Nasci com muita vontade de mudar ,
Mas um dia o barco veio a afundar ,
A me desconstruir ,
A escuridão pôs-se a vir ,
E tudo ruiu ,
A vontade sumiu ,
A verdade é uma crítica de um comentário em rede social ,
Qualquer coisa que desperta prazer se tornou algo real e oficial .
Esgotado mentalmente ,
Dominado pelo inconsciente ,
Coletivo e individual ,
Contaminado pelo cansaço ,
Minha atitude é informal ,
Neste mundo de concreto e aço .
E tudo ficou assim ,
Tento dizer menos não do que sim ,
Convivendo com o fim ,
Algo que restou de mim .
Nenhum comentário:
Postar um comentário