Na brisa fria de um outono intenso ,
A saudade do que não aconteceu surge em tom imenso ,
Como uma curva em uma rua reta ,
Como uma lógica matemática incerta ,
Posso sentir anjos cantando aos meus ouvidos ,
Os barulhos do mundo em ritmos de estridentes zunidos ,
Nada supera a solidão de uma madrugada infinita ,
O fim da vida pode parecer assustador ,
Mas o brilho das estrelas , torna a escuridão mais bonita ,
A beleza das flores do jardim amenizam a dor .
No vento de um logradouro belo por suas lembranças ,
As imagens e os sons trazem esperanças ,
As brincadeiras de menino , ecoam em minhas atitudes ,
Os segredos de uma alma viajante alcança altitudes ,
Os esconderijos da alma em pleno mundo pós-pandemia ,
Trazem consigo certos traumas de escravidão e tirania ,
Recordações da pele , da raça , da mente , da alma ,
Inquietações de espírito que nada cura , sara ou acalma ,
As virtudes e as vaidades do ser sequioso por paz ,
As capacitações do ser superior torna sem igual um individuo em capaz .
Na ventania de qualquer lugar deste mundo ,
Um pouco de mim em um infinito segundo .
Nenhum comentário:
Postar um comentário