sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Manchas na memória

Cada vez , 
Está mais difícil de achar um local seguro , 
Toda vez , 
Perco um dom valioso e puro ,
Como uma taxa para viver , 
O que me resta é escrever . 
Tento levar uma vida tranquila , 
Mas o errado faz fila , 
Para me eliminar , 
Para me aniquilar . 
Sujeito diferente de lidar , 
Assim sou eu , 
Tento com os outros consolidar , 
Mas em algum momento o sol não amanheceu . 
Posso tentar ser igual , 
Equilibrar afinal , 
Mas ser como eu , 
É negar tudo que aconteceu , 
E fingir estar tudo certo , 
Em um sonho ilusório desperto . 
Mas , mesmo em meio a tanta complexidade , 
É um prazer viver na cidade , 
E todos os pacotes que acompanham , 
Verdades que marcam , figuras que acanham , 
No fundo há uma certa magia em tudo , 
E acredito que sou um sortudo . 
Apenas sei que atraio pessoas e oportunidades , 
E estou me acostumando a viver com minhas insanidades . 
Agora adulto , antes menino , 
Um desperto esurino . 
Usando pouca porcentagem da consciência , 
Uma pequena poesia , uma história , 
Em algum lugar hei de encontrar minha inocência , 
Manchas na memória . 
 

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