Começo da primavera ,
Permaneço a espera ,
Daquele despertar ,
Daquela que me deixou ,
A parte a me completar ,
Tão solitário estou .
Cercado do dispensável ,
Sofrendo em eterno expressável ,
Foi um toque na alma ,
E a paixão veio ,
Sem serenidade ou calma ,
Fiquei no meio ,
No mesmo lugar deixado ,
Em um canto gravado ,
Intenso pelo fato ,
Como cão e gato ,
Um em cada ombro ,
Ambos são assombro ,
Nenhuma opção correta ,
Apenas a de correr na direção certa ,
E a encontrar ,
E poder sossegar .
Talvez nunca voltemos ,
Jamais felizes seremos ,
Cada um no seu canto ,
Em cada modo de viver seu pranto .
Ainda , quando o corpo esquenta ,
A saudade arrebenta ,
E posso ver que falhei ,
Fiz de tudo , já muito tentei ,
Só resta as lembranças remotas ,
Amores também são formas de revoltas .
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