Acolhido pela cama ,
Saudades de quem se ama ,
O travesseiro aquece ,
Onde fazia cafuné ,
A mente pouco esquece ,
O amor é como é .
O vento gelado ,
De uma noite fria ,
O silêncio calado ,
De uma quase madrugada vazia .
Pode parecer que escrevo sobre nada ,
Mas , no fundo , o tudo é limitado ,
E o vazio infinito em cada camada ,
Como uma matemática de um alfabeto ilimitado ,
Posso ver tudo multiplicar ,
A inspiração somar ,
A realidade subtrair ,
E a verdade dividir .
Acredito na neblina ,
Pois um dia trouxe uma menina ,
E no outro a tirou de mim ,
Começo , meio e fim ,
Tudo tem estes quesitos ,
Reais porém esquisitos .
O mundo continua girando ,
E meu coração continua gritando ,
Céu opaco ,
Interior em cacos ,
Um pouco fraco ,
A mercê de tabacos .
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