Para seu turno ,
O corpo transborda ,
Neste grosso coturno ,
Nestas roupas largas ,
Nestas luzes vagas ,
Posso ver que nada ,
Também é algo ,
Em cada camada ,
Destes olhos em lago ,
Desta expressão triste ,
Onde já pouco existe ,
Apenas parece ,
Inventa e esquece ,
Como o vento ,
Que some e volta ,
Em um sentimento ,
De expressa revolta ,
Aonde tudo sempre foi mais ou menos ,
Poses , estilos , aparências e acenos ,
Mas , no fundo , a humildade vencerá ,
E antes da certeza falsa , há o intenso " será ?" .
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