terça-feira, 2 de junho de 2020

Logo estaremos a sós

O vento amaldiçoado , 
A tempos caçoado , 
Mas agora contra todos e tudo , 
Se eu continuar , iludo , 
Se eu parar , consinto , 
Bondade é o que sinto ,
Confundido ás vezes com fraqueza , 
Mas , sempre ao lado da franqueza . 

A água poluída , 
A guerra diluída , 
Em embalagens bonitas , 
Doenças benditas , 
Maquiadas por beleza , 
Letalidade com certeza , 
E nada posso estando em chagas , 
Novas identidades , novos nomes , velhas pragas . 

O fogo manipulado , 
Oxigênio calado , 
Mas ativo , 
Por vezes alternativo , 
Mas sinal de perigo , 
Desde o tempo antigo , 
Queima , machuca , dor , 
O sinal do pudor . 

O planeta terra , 
Nos enterra , 
Retratos do fim , 
Do final , 
Pra você , pra mim , 
Orbital , 
Girando em torno de nós , 
Destruindo , logo estaremos a sós . 

Nem sozinhos , 
No universo , 
Nem vizinhos , 
De universo , 
Apenas o fim de todos nós , 
Logo estaremos a sós . 


 

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