Descendente do fim ,
Quero para mim ,
O que sobrou ,
Do que sou ,
Do que serei ,
Do que ainda não sei .
O vento do outono ,
Dominado pelo colono ,
O frio ,
O vazio ,
O nada absoluto ,
O nada resoluto ,
Palavras sem sentido ,
Que tenho mantido ,
Para livrar-me da vergonha ,
Pois como aquele que diz nascer ,
E ser trazido por uma cegonha ,
Lembra-se de chorar ,
Mas jamais de contemplar o amanhecer ,
As rimas já não consigo decorar .
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