Já falei sobre o sol ,
Política , religião e futebol .
As manhas e malícia do amor ,
Das verdades e do intenso calor .
O mundo é vigiado ,
É difícil estarmos sós ,
Prefiro ficar calado ,
E escrever sobre nós :
" Anos se passaram ,
Depois do nosso último encontro ,
Minhas paciências acabaram ,
E este relógio mais parece um monstro .
O calendário que domina ,
A fraqueza que predomina .
Conheço a dor de perto ,
Perdi a noção do que é certo ,
Machucado e depressivo ,
Acabado e ofensivo .
A lágrima interna , se chama solidão ,
E a perda do afeto , se tornou vastidão .
O choro seca , antes de ir ao chão ,
Coceira , faniquito e comichão .
Esta relação é um deserto sem fim ,
Frustração que permanece em mim .
Nesta tarde ensolarada ,
A pulsação é rubra e colorada ,
A tensão torna minha vida deflorada ,
Às vezes ajoelho e dou uma orada ,
A baixa camada é minha morada ,
Retratos de uma vida embolorada " .
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