segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Miragens de uma existência milagrosa

O vento da tarde é quente ,
Alivia escrever verso e repente ,
Os dias passam , a saudade acaba ,
As dores passam , o céu não desaba .
A mente pede mais informação ,
Um delírio constante do coração ,
Vejo tudo correr em ritmo desigual ,
De que estou pronto , é o sinal .
O corpo é pesado ,
Nervoso , enfezado ,
Estranho , diferente ,
Infeliz , descontente .
Nada satisfaz , um passado incompleto ,
Se acho defeito , analiso e deleto .
Às vezes não consigo pensar nada ,
Uma estranha sensação danada ,
Um desejo de coisas que desconheço ,
Um dia que começa , mas eu não amanheço .
A verdade liberta ,
A mente aberta ,
A realidade maleável ,
Um clima instável ,
Um modo de ver mais complexo ,
Em águas e móveis vejo meu reflexo :

" Nos vidros , mesas , espelhos desconexos ,
Em tudo está os meus reflexos ,
Partes do que sou ,
Imagens do que passou ,
Pessoas , hábitos e lugares ,
Terras , céus e mares ,
A verdade é uma incidência penosa ,
Miragens de uma existência milagrosa ".

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