Tardes quentes de inverno ,
Neste sonho sonho de paz hiberno .
O sol ilumina a janela ,
Alegrando todo o interior favela .
Já fui para todo lugar ,
Mas só me encontro ao me plugar .
Estou renovado ,
Em felicidades acabado .
Percebo os céus contentes ,
Agradeço lhe escrevendo repentes .
Amo por profissão ,
Trabalho por refeição .
Vivo por um propósito maior que eu ,
Agradeço todo dia , mais uma manhã amanheceu .
Provo o lógico ,
Me torno metódico .
Vou além do comum ,
Forasteiro de lugar nenhum :
" A antiga etnia ,
Que herdo de meu avô ,
A branda monotonia ,
Me acompanha onde vou .
Tênis descolado ,
Andar descontrolado .
Calça grudada ,
Camisa listrada .
Cabelo desgrenhado ,
Óculos remendado ,
Amante , sou mais um ,
Forasteiro de lugar nenhum " .
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