No meio real ,
Perdido , é natural .
O cheiro campestre ,
A paz silvestre ,
O vento suave ,
O canto da ave ,
A linguagem interiorana ,
Nos bares a cana ,
Na praça o papo bacana ,
Minha mente ociosa e insana .
Nunca fui muito lembrado ,
Aqui ainda menos ,
Meu texto é conturbado ,
Sincero amenos .
Rádio , televisão e Internet , o papo é outro ,
Na segregação paz pelo desconhecimento encontro .
Como em uma ilha deserta ,
Solitária , minha sensibilidade flerta ,
A procura de uma foto ou estilhaço de memória ,
Mas quem sou eu para estar em qualquer história .
Em nenhum dos tablóides ,
No país dos debiloides ,
Existe eu ,
Que perdeu ,
Todo o presente do mundo ,
E vive no universo do perder profundo .
Sem qualquer fama no dia amanhecido ,
Muito humilde , e pouco convencido ,
A continuar decidido ,
Mais mocinho , menos bandido ,
Vivendo de pensamento envelhecido ,
Nestas terras quentes , o esquecido .
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