Sofrendo por lembranças do passado .
Chagas deste coração parcialmente amassado .
Dói , remexe na ferida , corrói a mente ,
Dias e mais dias com o peito colorado doente .
Tentei ser feliz , seguir qualquer livro de auto - ajuda ,
Mas meu caso é diferente , para cada pessoa a regra muda .
Sei muito do inútil .
Vivo por um motivo fútil ,
Desvendar minhas origens .
Conhecer ciências virgens .
Esquecer o que me devora ,
Poder em paz , ir embora .
Estou no lugar certo ,
Na hora certa ,
Aceito de peito aberto ,
A verdade encoberta .
Os grilhões da alma me acordam de madrugada ,
E minha vida a palavras ferozes foi alugada .
Ás vezes se calar nunca foi uma opção ,
Mas evita que continue esta permanente decepção .
O calor ,
A falta de valor .
O frio ,
Um mundo vazio .
Tudo fere , quando em estado constante ,
Percebo que para esta realidade nunca fui o bastante .
Apenas mais um transeunte mal intencionado ,
Nesta vida de solidão , por falta de identificação ,
Por coisas sem sentido , sou cobrado e controlado .
O cerco fecha ,
Sinto a flecha ,
O arco do destino ,
Certeiro e fino ,
Me acerta pela dianteira ,
E minha estrutura abala por inteira :
" Falta de consciência ,
Na solidão a permanência ,
A abstinência de inocência ,
Os poderes e a falência ,
Perdi a decência ,
Condicionado a sofrência . "
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