As tantas horas da madrugada ,
Dou um trago ,
Na erva amargada ,
Enveneno o lago ,
Dentro de mim ,
Apaixonado e delirante ,
Perdido enfim ,
Em ser dominado ou dominante .
O vento da vespertina ,
Perturba meu sono ,
Nesta esfumaçada cortina ,
Da alucinação sou dono ,
Procurando um caminho menos penoso ,
Viver sem a vida seria mais honroso ,
Nunca acho que mereço tanto ,
Termino neste interno pranto .
Provo que sou pequeno ,
Calmo e sereno ,
Alegre com pouco ,
Pobre e louco ,
No fundo temente a felicidade ,
Um andarilho nesta selvagem cidade ,
Buscando solução pra pobreza ,
De um amor retornar , firme na certeza .
Pecador e assumido ,
Meus amigos tem sumido ,
Engolidos pelo mundo ,
No gole espumado e profundo ,
Percebo abuso da juventude ,
O falso drible do medo em atitude ,
O temor de Deus é o maior dom ,
Escrevendo opiniões ouvindo um som .
Nenhum comentário:
Postar um comentário