sexta-feira, 31 de julho de 2015

Memórias de um brilho obscurecido

A noite começa ,
Um celular , um cigarro e um caminho ,
Tudo recomeça ,
As vezes é bom andar sozinho ,
No fundo sei que a culpa foi minha ,
Seguindo sem rumo , aonde o desligado caminha ,
Pensando se ela também pensa em mim ,
Existe uma direção , tentarei até o fim ,
A verdade é que tentar o mais difícil é burrice ,
Mas seguir o roteiro é tolice ,
O que acontecer será de minha responsabilidade ,
O reino das vozes falantes , que me trás saudade ,
Aonde a terra segura meu peso ,
Aonde o recurso é obeso ,
As luzes parecem querer que eu diga algo ,
Tento decifrar aquele no reflexo do lago ,
Mas parece que continuar é melhor ,
Me livra de estar na pior ,
Ouço o som que me lembra ela ,
Me encontro preso , na falta cela ,
Os barulhos continuam na minha mente ,
Uma garota na lembrança ,
Um garoto inconsequente ,
Uma escassa esperança ,
Um retrato indecente ,
No estômago uma lança ,
A distração frequentemente ,
O vento vem me dizer sobre ter paz ,
Mas este pobre coração se julga incapaz ,
Vi o dia passar rápido demais ,
Desejo ela cada dia mais e mais ,
Como um novo momento amanhecido ,
Memorias de um brilho obscurecido .





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