Voltei ao fim do pódio ,
Pensei que estava tudo bem ,
Mas me machuca a falta deste alguém ,
No meio da emoção existem aproveitadores ,
No pacote vem junto um turbilhão de dores ,
Talvez saber o futuro não seja assim tão bom ,
Saudade da tua voz e seu som ,
No fundo do peito a amarga falência ,
No interior um grito de consciência ,
Uma rajada ao tragar o fumo ,
E em versos de solidão me consumo ,
Talvez nunca houve amor ,
Só um estável calor ,
Noite e dia a deus em clamor ,
Esperando resgatar um valor ,
Sofrimento e culpa vão me salvar ,
E com o pouco que tenho poderei desbravar ,
Por este solo virgem ,
Fazer uma exótica viagem ,
Para conhecer meu medo ,
E poder sentir o vento contra cedo ,
Minhas histórias ,
Minhas memórias ,
Sofri o suficiente por muito pouco ,
No começo da noite , uma rima de louco ,
Como uma experiência do exército que não deu certo ,
Um monstro da torre que olha pra baixo e anda quieto ,
Um ser estranho e um tanto confuso ,
Que como objeto do criador está em uso ,
Um ponto insignificante no universo ,
Em sonhos de criança ainda imerso ,
Em matutinos de solidão me renovando ,
Em vespertinas escuras hibernando :
" um novo meio de viver ,
Tenho mãos , posso escrever ,
Rimas , Versos e refrões ,
Sentir e tentar aos corações ,
Posso continuar , Vejo uma luz ,
É ela , que meu querer produz ,
Sigo meu caminho ,
Rumo a deixar de ser sozinho ,
Existe uma esperança ,
Acredito no prosseguimento ,
Do meu sonho a herança ,
De um amor e seu evento ,
A tela brilhante me consola ,
A promessa de antes me esfola ,
Espero o sinal para coexistir fatos e engate ,
Neste fim de mundo esperando um resgate ".
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