Doente e calado ,
Pouco tenho falado ,
Olho e relógio , e ele demora ,
Vou pelo lógico , tenho de ir embora ,
A terra me expulsa de seu solo ,
Neste frio e vazio sou um cantor solo ,
Esperando o resto da banda chegar ,
Um sopro de vida para poder sossegar ,
Já fiquei demais te esperando ,
E sinto que deus está operando ,
Nesta vespertina de nuvem e neblina ,
Olho o horizonte acima da colina :
" Em longos vales verdejantes ,
Onde há cura e elementos cortejantes ,
Vejo o céu me chamar ,
Ele quer que eu vá amar ,
Me pede para sentir o vento ,
Me isolar como em um convento ,
Para me manter atento ,
E agir com contento ,
Prefiro ser dono da solidão ,
Do que perdido na imensidão ,
A fumaça sobe de minha mão ao firmamento em cortina ,
Sonhos e aspirações espirituais ao observar a colina " .
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