sexta-feira, 9 de maio de 2014

Em batalhas com forças desconhecidas eu anoiteço

A dor no peito , 
Do imenso preconceito , 
Surge sem avisar , 
Vem me visitar , 
Um passado ruim a revisar , 
Não há como exitar , 
Tento apagar , 
Num leve tragar , 
Mas surge sem pensar , 
Tento com plugue compensar , 
Mas me devora , 
A toda hora , 
Me leva aos becos e vãos de sujeira , 
E minha vida se divide , deixa de ser inteira , 
O tempo e seus ponteiros dando voltas até meu fim , 
Nunca mais o dias será completo no fim das contas pra mim , 
Vejo como deixei tudo me conduzir , 
Estou pequeno , 
Em um estado que defino como reduzir , 
Um instante nada ameno , 
Percebo que o mundo quer minha cabeça , 
E não é nenhuma força que ser humano algum conheça , 
Apenas eu em minha forma estranha conheço , 
Em batalhas com forças desconhecidas eu anoiteço . 

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